Previdência dos militares será tratada separadamente

Com o objetivo de aprovar a reforma da previdência o mais rápido possível, a equipe do ministro da economia Paulo Guedes, pretende incluir os militares na pauta. Entretanto, o que é defendido pelo Palácio do Planalto foge das ideias do novo governo e segue o ideal defendido pela equipe do ex-presidente Michel Temer:  que os militares têm de ter um capítulo à parte, com mudanças por meio de projeto de lei complementar.

Na época do governo Temer, os militares pressionaram para ficar de fora da reforma da Previdência e conseguiram convencer o então presidente. Depois, aceitaram dar o que chamavam de “contribuições” para reduzir o déficit previdenciário deles. Entre as contribuições, estava fixar uma idade mínima e acabar com a integralidade do benefício na aposentadoria.

 

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Discursos de Bolsonaro causam divergências dentro da equipe do novo governo

Na sua primeira semana de governo, o presidente Jair Bolsonaro (PSL), deu declarações que divergiam das ideias defendidas no início da sua campanha eleitoral, principalmente no que tange à previdência e a economia. Com essas novas opiniões, o recém-empossado para o Poder Executivo, surpreendeu integrantes do próprio governo e provocou reações de analistas do mercado.

A primeira declaração foi sobre a reforma da Previdência. Bolsonaro disse que vai propor idade mínima para aposentadoria, de 57 anos para mulheres e 62 anos para homens. A segunda declaração do presidente foi sobre o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) e a redução do Imposto de Renda. E, na terceira, Bolsonaro emitiu sinais de que que poderia impor restrições à compra da Embraer pela Boeing. Logo após essas declarações, o ministro responsável pela parte econômica do governo Paulo Guedes, cancelou compromissos públicos e não se manifestou.

Só no fim da tarde, o ministro chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, tentou acalmar os ânimos. Chegou a dizer que o presidente se equivocou sobre a mudança nos impostos e que a proposta da reforma da Previdência mencionada por Bolsonaro foi para mostrar que será uma transição humana, que vai respeitar os direitos das pessoas.

 

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Previdência: Bolsonaro reajusta idade mínima para se aposentar

Nesta quinta-feira (3) em entrevista para o SBT, o recém-empossado presidente da República Jair Bolsonaro, afirmou novas medidas para a nova reforma do sistema previdenciário. A ideia é estabelecer de forma gradativa até o ano de 2022, a idade mínima para aposentadoria que passará a ser de 62 anos para homens e 57 para mulheres.

O projeto do novo governo contrapõe-se ao defendido pelo governo de Michel Temer, que previa idade mínima de 65 anos para homens e mulheres, proposta esta alterada posteriormente pela comissão especial que analisou o projeto: 65 anos para homens e 62 para mulheres.

Segundo a administração do novo governo, em 3 anos o sistema previdenciário entrará em colapso, causando um déficit de R$ 308 bilhões aos cofres públicos.

 

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