PF prende empresário dentro da Operação Efeito Dominó

Um empresário que atua no ramo de blindagem de veículos foi preso pela Polícia Federal (PF), na manhã de hoje, no Recife, dentro da Operação Efeito Dominó. A PF também cumpriu dois mandados de busca e apreensão: um em residência na Avenida Boa Viagem, onde foram encontrados apenas alguns documentos; e outro na empresa de blindagem, na Mascarenhas de Moraes, Zona Sul da Capital. Neste último endereço, a PF apreendeu R$ 40 mil, além de diversos documentos fiscais.

A Polícia Federal em Pernambuco também informou que outra prisão de um empresário ocorreu em João Pessoa, na Paraíba, haja vista que ele estava viajando a negócios naquela cidade. O mandado foi executado por policiais federais da Paraíba.

O material apreendido durante a Operação Efeito Dominó em Pernambuco será encaminhado para a Polícia Federal em Curitiba (PR). O empresário preso no Recife embarcará num voo de carreira do Aeroporto dos Guararapes, por volta das 17h.

Operação Efeito Dominó

A Polícia Federal deflagrou a Operação Efeito Dominó, um desdobramento da Operação Spectrum, iniciada em julho de 2017, que desarticulou uma estrutura estabelecida para o tráfico internacional de drogas.

Cerca de 90 policiais cumprem 26 ordens judiciais, sendo 18 de busca e apreensão, cinco de prisão preventiva e três de prisão temporária nos estados do Rio de Janeiro, Pernambuco, Ceará, Paraíba, Mato Grosso do Sul e São Paulo, além do Distrito Federal.

Durante as investigações da Operação Spectrum, a PF desarticulou uma estrutura criminal criada visando o tráfico internacional de drogas. Esse esquema era comandado por Luiz Carlos da Rocha, mais conhecido como Cabeça Branco. Ele era tido como um dos maiores traficantes da América do Sul, tendo conexões em dezenas de outros países.

Doleiros

Por meio de nota, a PF informou que as investigações demonstram “robustos indícios acerca do modus operandi [modo de operação] da organização criminosa, consistente na convergência de interesses das atividades ilícitas dos “clientes dos doleiros” investigados, pois de um lado havia a necessidade de disponibilidade de grande volume de reais em espécie para o pagamento de propinas e de outro, traficantes internacionais como Luiz Carlos da Rocha possuíam disponibilidade de recursos em moeda nacional e necessitavam de dólares para efetuar as transações internacionais com fornecedores de cocaína”.

Dois doleiros tinham atuação “concreta e direta” com o grupo criminoso. Ambos eram conhecidos desde a Operação Farol da Colina (caso Banestado) e na Lava Jato. De acordo com os investigadores, eles foram alvos de investigações pela mesma prática criminosa.

“Quanto ao operador financeiro (doleiro) já investigado da Operação Lava Jato, chama atenção o fato de ter retornando às suas atividades ilegais mesmo tendo firmado acordo de colaboração premiada com a Procuradoria Geral da República e posteriormente homologado pelo Supremo Tribunal Federal. A Procuradoria Geral da República e o Supremo Tribunal Federal serão comunicados sobre a prisão do réu colaborador para avaliação quanto à “quebra” do acordo firmado”, diz a nota da PF.

Com a operação de hoje, a PF pretende reunir informações complementares da prática dos crimes de lavagem de dinheiro, contra o Sistema Financeiro Nacional, organização criminosa e associação para o tráfico internacional de entorpecentes. (Blog da Folha)