‘Fui mula do Padilha’, diz Yunes, amigo e ex-assessor de Temer

O acordo de colaboração dos 77 executivos da Odebrecht recebeu o apelido de “delação do fim do mundo” porque atinge os maiores partidos do país — do PT ao PSDB, passando pelo atual inquilino do poder, o PMDB. Prestes a ter seu sigilo levantado, essa megadelação também ameaça o mandato do presidente Michel Temer, já que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu usar parte de seu conteúdo no processo que pode resultar na cassação da chapa Dilma-­Temer. Nesta semana, o TSE ouvirá Marcelo Odebrecht, ex-presidente da empreiteira, e Claudio Melo Filho, ex-­vice-presidente da empresa, para saber se eles confirmam uma das informações prestadas aos procuradores da Operação Lava-Jato: que em 2014, depois de um pedido pessoal de Temer a Marcelo, a Odebrecht repassou 10 milhões de reais em dinheiro vivo, contabilizados em seu departamento de propina, a pessoas da confiança do então vice-­presidente. Do total, de acordo com a delação, 6 milhões de reais irrigaram a campanha de Paulo Skaf ao governo de São Paulo. O pagamento do restante foi realizado “via Eliseu Padilha”, hoje chefe da Casa Civil, e um dos endereços de entrega do dinheiro foi o escritório de advocacia de José Yunes, amigo de Temer há meio século e seu ex-assessor especial.

“Padilha me ligou falando: ‘Yunes, olha, eu poderia pedir para que uma pessoa deixasse um documento em seu escritório? Depois, outra pessoa vai pegar’. Eu disse que podia, porque tenho uma relação de partido e convivência política com ele.”

“Padilha me ligou falando: ‘Yunes, olha, eu poderia pedir para que uma pessoa deixasse um documento em seu escritório? Depois, outra pessoa vai pegar’. Eu disse que podia, porque tenho uma relação de partido e convivência política com ele.” (Sergio Dutti/VEJA)

Desde que VEJA revelou o caso, em agosto do ano passado, Temer e Padilha dizem que houve um pedido de doação legal, realizada nos termos da lei eleitoral. Ao formalizar sua delação, Claudio Melo Filho manteve a versão de que foi feito, na verdade, um repasse de propina, em espécie. Essa versão agora é reforçada pelo próprio Yunes, acusado de participar da transação.

Após se demitir do cargo de assessor especial da Presidência em dezembro, na véspera da homologação da delação da Odebrecht, Yunes conversou com VEJA na quarta-feira 22, durante uma hora e vinte minutos. “Fui mula involuntário”, declarou, apresentando-se como um inocente útil nas mãos de Eliseu Padilha. De acordo com Yunes, Padilha entrou em contato para solicitar-lhe um favor em setembro de 2014, mês em que, segundo o delator da Odebrecht, parte da fatura dos 10 milhões de reais foi quitada. “Padilha me ligou falando: ‘Yunes, olha, eu poderia pedir para que uma pessoa deixasse um documento em seu escritório? Depois, outra pessoa vai pegar’. Eu disse que podia, porque tenho uma relação de partido e convivência política com ele.”

“Ele (Funaro) me disse: ‘Estamos trabalhando com os deputados. Estamos financiando 140 deputados’. Fiquei até assustado. ‘Porque vamos fazer o Eduardo presidente da Casa’.”

“Ele (Funaro) me disse: ‘Estamos trabalhando com os deputados. Estamos financiando 140 deputados’. Fiquei até assustado. ‘Porque vamos fazer o Eduardo presidente da Casa’.” (Heuler Andrey/AFP)

Pouco tempo depois, Yunes estava em seu escritório de advocacia em São Paulo quando, diz ele, a secretária informou que um tal de Lúcio estava ali para deixar um documento. “A pessoa se identificou como Lúcio Funaro. Era um sujeito falante e tal. Ele me disse: ‘Estamos trabalhando com os deputados. Estamos financiando 140 deputados’. Fiquei até assustado. Aí ele continuou: ‘Porque vamos fazer o Eduardo presidente da Casa’. Em seguida, perguntei a ele: ‘Que Eduardo?’. Ele me respondeu: ‘Eduardo Cunha’. Então, caiu a minha ficha que ele era ligado ao Eduardo Cunha. Eu não sabia. Fui pesquisar no Google quem era Lúcio Funaro e vi a ficha dele”, conta Yunes. Preso pela Lava-Jato, Lúcio Bolonha Funaro é um conhecido operador do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha, também preso no escândalo do petrolão. O doleiro era responsável por arrecadar, em nome do ex-deputado, propinas com empresários interessados em fazer negócios com a Caixa Econômica Federal e emplacar emendas em medidas provisórias no Congresso. A conversa entre Funaro e Yunes foi breve. Eis o relato de Yunes.

“Eu não conhecia a pessoa que veio ao escritório. A pessoa se identificou como Lúcio Funaro. Era um sujeito falante e tal. Eu não o conhecia. Ele disse que estava trabalhando com vários deputados para o Eduardo ser presidente da Casa. E eu perguntei: ‘Que Eduardo?’. Aí, ele falou: ‘Eduardo Cunha’.”

“Eu não conhecia a pessoa que veio ao escritório. A pessoa se identificou como Lúcio Funaro. Era um sujeito falante e tal. Eu não o conhecia. Ele disse que estava trabalhando com vários deputados para o Eduardo ser presidente da Casa. E eu perguntei: ‘Que Eduardo?’. Aí, ele falou: ‘Eduardo Cunha’.” (Alexandre Schneider/VEJA)

“Ele deixou o documento e foi embora. Não era um pacote grande. Mas não me lembro. Foi tudo tão rápido. Parecia um documento com um pouco mais de espessura. Mas não dava para saber o que tinha ali dentro”, conta o advogado. “Depois disso, fui almoçar. Aí, veio a outra pessoa e levou o documento que estava com a minha secretária.”

Yunes disse que não se recorda do nome da segunda pessoa que foi retirar o pacote destinado a Padilha em seu escritório. Ele conta que, como Padilha o avisara de que a encomenda era para ele, não quis saber o que era aquele misterioso “pacote”. De acordo com a delação de Claudio Melo, um dos pagamentos destinados a Padilha “ocorreu entre 10 de agosto e o fim de setembro de 2014 na Rua Capitão Francisco Padilha, 90, Jardim Europa”. O endereço é a sede do escritório de advocacia José Yunes e Associados. A sala de Yunes fica localizada no 2º andar, que pode ser acessado por meio de escada ou elevador.

“A delação do Claudio Melo fala que recebi 4 milhões. Cá entre nós, 4 milhões não caberiam num pacote, né? O que o Lúcio deixou aqui foi um pacotinho. Não era um pacote grande. Foi tudo tão rápido. Parecia um documento com um pouco mais de espessura.”

“A delação do Claudio Melo fala que recebi 4 milhões. Cá entre nós, 4 milhões não caberiam num pacote, né? O que o Lúcio deixou aqui foi um pacotinho. Não era um pacote grande. Foi tudo tão rápido. Parecia um documento com um pouco mais de espessura.”

CAIXA DOIS: o ex-executivo da Odebrecht contou como a empresa repassou 10 milhões de reais ao PMDB a pedido de Temer

CAIXA DOIS: o ex-executivo da Odebrecht contou como a empresa repassou 10 milhões de reais ao PMDB a pedido de Temer

Foi lá que Yunes quebrou o silêncio. Ele revelou que em 14 de fevereiro último viajou para Brasília acompanhado de seu advogado para prestar um depoimento espontâneo à Procuradoria-Geral da República, gravado em vídeo. Agiu assim para tentar antecipar-se ao estrago decorrente da delação da Odebrecht. “Eu disse para o procurador: ‘Fui um mula involuntário do Padilha’.” Na versão de José Yunes, ele foi usado pelo ministro-chefe da Casa Civil, que é quem deve se explicar sobre o caso. Na conversa entre Yunes e VEJA, deu-se o seguinte diálogo:

— O ministro Eliseu Padilha diz que a história narrada pelo delator da Odebrecht jamais existiu. O que o senhor tem a dizer?

— Cada um com os seus valores (…) Tenho um apreço até pelo Padilha, porque ele ajuda muito o presidente. Mas não teria problema nenhum ele reconhecer que ligou para mim para entregar um documento, o que é verdade. Vamos ver o que ele vai falar. Estou louco para saber o que ele vai falar. Ele é uma boa figura. Mas, nesse caso, fiquei meio frustrado. Não sei. É tão simplório. É estranho, não é?

— Mas o senhor não suspeitou que dentro do pacote poderia ter dinheiro?

— Ah, não dava para saber. Não era um pacote grande, não. Mas não me lembro. Foi tudo tão rápido. Parecia um documento com um pouco mais de espessura. Mas não dava para saber. A delação do Claudio Melo fala que recebi 4 milhões de reais. Cá entre nós, 4 milhões não caberiam num pacote, né? O que o Lúcio deixou aqui foi um pacotinho.

Procurado por VEJA, o ministro Padilha deu sua versão:

— Qual a relação do senhor com Lúcio Funaro?

— Não o conheço!

— O senhor já pediu alguma vez que Lúcio Funaro entregasse algo no escritório de José Yunes?

— Por não conhecê-lo, logo não pedi nada a ele.

Em sua delação, Claudio Melo Filho não especifica quanto dos 4 milhões de reais foi levado ao escritório de Yunes. Declara apenas que houve entrega de parte do dinheiro no local. Ele também narra ter ouvido de Padilha que Cunha ficou com 1 milhão de reais da propina. Os investigadores da Lava-Jato vão apurar se o “pacote” deixado por Funaro no escritório de Yunes tem ligação com o dinheiro destinado a Padilha ou com o 1 milhão de reais endereçado a Cunha.

Uma pista dessa resposta foi dada pelo próprio Eduardo Cunha. Em novembro, o ex-presidente da Câmara listou 41 perguntas direcionadas ao presidente Michel Temer, arrolado como sua testemunha de defesa. Entre as questões, duas chamam atenção: “Qual a relação de Vossa Excelência com o senhor José Yunes? O senhor José Yunes recebeu alguma contribuição de campanha para alguma eleição de Vossa Excelência ou do PMDB?”. No fim do ano passado, VEJA enviou essas mesmas perguntas ao presidente, que não as respondeu. Na semana passada, Yunes enfrentou essas mesmas questões.

“Ele (Eduardo Cunha) fez 41 perguntas. Dentre elas, está uma questão sobre o meu relacionamento com o presidente Temer. O que é isso? Uma ameaça velada. O presidente não está nada preocupado com a delação do Eduardo Cunha.”

“Ele (Eduardo Cunha) fez 41 perguntas. Dentre elas, está uma questão sobre o meu relacionamento com o presidente Temer. O que é isso? Uma ameaça velada. O presidente não está nada preocupado com a delação do Eduardo Cunha.” (Adriano Machado/Reuters)

Ele negou que tenha arrecadado dinheiro para a campanha de Temer ou mesmo para o PMDB e ressaltou que sua relação com o presidente é baseada numa amizade de longa data, desde os tempos de faculdade. As perguntas de Cunha, segundo Yunes, são uma “ameaça velada ao presidente”, que, de acordo com o advogado, “não está nada preocupado com uma eventual delação”. No caso da Odebrecht, a delação inclui dois dos mais importantes auxiliares de Temer: o próprio Eliseu Padilha, apelidado de “Primo”, e Moreira Franco, cujo codinome é “Angorá”. “Acredito que há uma interação orquestrada entre ele (Moreira Franco) e Eliseu Padilha para a captação de recursos para o seu grupo do PMDB”, diz Claudio Melo Filho na delação. Sob o crivo da Procuradoria-Ge­ral da República e, agora, do TSE, essa interação vai se descortinando depoimento a depoimento.

Deputado do PMDB, Serraglio assumirá Ministério da Justiça

Após a aprovação de Alexandre de Moraes como novo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), o presidente Michel Temer escolheu o deputado federal Osmar Serraglio (PMDB-PR) como novo ministro da Justiça e Segurança Pública. O nome dele ganhou força após a negativa do advogado Carlos Velloso, que recusou o convite na última sexta-feira alegando motivos particulares.

Com a escolha, a bancada do PMDB consegue seu objetivo e assume mais um ministério de peso na Esplanada. O ponto alto da carreira do parlamentar foi em 2005, quando ele, um deputado inexperiente em segundo mandato foi escolhido para ser o relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Correios, que desencadeou o escândalo e o posterior julgamento do Mensalão.

Quando foi escolhido, a expectativa era de que ele, como um parlamentar integrante da base aliada do governo Lula (PT), fosse o nome perfeito para que a CPI terminasse sem prejuízos maiores ao governo. Mas não: o relatório produzido por ele baseou a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR) ao STF em 2006, que resultou na condenação de figuras importantes do PT, como o ex-ministro José Dirceu.

Durante o julgamento do Mensalão, em 2012, Serraglio deu entrevista a VEJA em que manifestou seu descontentamento com quem dizia que o escândalo não existiu. “Não admito que se diga isso. Em matéria de provas, nossa CPI foi muito consistente. Relatamos as evidências que colhemos – não inventamos nada”, afirmou à época.

Biografia

Osmar José Serraglio, de 69 anos, é natural de Erechim (RS), mas fez carreira política no Paraná. É formado em Direito pela Faculdade de Direito de Curitiba e mestre em Direito do Estado pela PUC-SP. Ele se filiou ao extinto Movimento Democrático Brasileiro (MDB) em 1978 e continuou na legenda após a sua refundação, em 1981, como PMDB.

Seu primeiro cargo eletivo, no entanto, só veio na década seguinte, em 1993, quando se tornou vice-prefeito de Umuarama (PR). Exerce mandatos como deputado federal desde 1999, estando atualmente em seu quinto mandato na Câmara dos Deputados, onde exerceu funções diversas, como a vice-liderança do PMDB na Casa.

Em 2016, Osmar Serraglio assumiu a presidência da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara e foi apontado como um dos aliados próximos do ex-deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) e que sua ascensão ao posto tinha relação direta com o processo de cassação contra ele. Eleito por 43 a 7 para o cargo, ele rechaçou ter qualquer relação com articulações favoráveis a Cunha. “Mal consigo chegar em algum lugar e já dizem que eu devo isso a todo mundo, menos a mim próprio. Eu construí uma história. A minha história vale por si”, afirmou.

Alguns meses antes, em entrevista ao site de VEJA, Serraglio havia afirmado que Cunha, que já enfrentava acusações de corrupção, não tinha condições de seguir presidindo a Câmara. Ainda em 2016, votou a favor do impeachment de Dilma Rousseff.

Dono de jato que matou Eduardo Campos é alvo da Blackout

O empresário pernambucano Apolo Vieira Santana também é alvo da 38ª fase da Operação Lava Jato, a Blackout, deflagrada nesta quinta-feira, além dos operadores do PMDB Jorge Luz e Bruno Luz (pai e filho). Santana é apontado como um dos proprietários do avião que caiu com o presidenciável Eduardo Campos (PSB) em Santos, no litoral de São Paulo, em agosto de 2014.

O juiz Sergio Moro chegou a decretar a sua prisão preventiva em 15 de fevereiro, mas a revogou seis dias depois após receber a informação de que ele havia assinado um acordo de delação premiada com a procuradoria de Pernambuco. Lá, Santana é investigado na Operação Turbulência por fazer parte de um esquema especializado em lavagem de dinheiro que teria intermediado propina em obras da transposição do Rio São Francisco e da Petrobras. Ele chegou a ser preso em junho de 2016, mas depois foi solto em setembro por determinação do ministro do STF Marco Aurélio Mello.

No caso da Blackout, Santana é suspeito de ter recebido 510.000 dólares em uma conta no exterior, a Zago Inc, referente a um contrato de construção do navio-sonda Petrobras 10.000. Este mesmo navio também rendeu propina a senadores do PMDB por intermediação de Jorge Luz, segundo depoimento do ex-diretor de Internacional da Petrobras Nestor Cerveró.

“Nesse sentido, Apolo Santana se apresenta como profissional voltado para a lavagem de ativos e vale-se constantemente de contas no exterior para circular valores ilícitos, o que justifica o recebimento de valores de propina oriundos do navio-sonda Vitória”, escreveu a força-tarefa da Lava Jato, em Curitiba. Apesar de ter revogado a prisão, Moro pediu o bloqueio de 50.000 reais das suas contas, assim como das de Jorge e Bruno Luz.

Prefeitura de Bodocó paga salários atrasados da gestão anterior a servidores da Educação

A Prefeitura de Bodocó, através da Secretaria Municipal de Educação, efetuou nesta quinta-feira (23) o pagamento de mais um débito deixado pela gestão anterior.

Desta vez, trata-se do pagamento dos salários de dezembro dos servidores da Educação, referente aos 40% do Fundeb.

O pagamento contempla: zeladores, vigilantes, merendeiras e auxiliares administrativos e já está disponível na conta dos servidores.

O prefeito Túlio Alves está se esforçando para cumprir compromissos e deveres, até mesmo os que não são referentes à nova administração. “Nós estamos honrando nosso compromisso e não permitiremos que os servidores continuem a sofrer as consequências de uma administração desastrosa. Estamos nos empenhando ao máximo para consertar os erros praticados pela gestão passada e equilibrar financeiramente nosso município.”

Assessoria de comunicação

Em reunião com gestores pernambucanos, Paulo Câmara recebe demandas da Amupe

O governador Paulo Câmara recebeu na tarde desta quarta-feira (22), no Palácio do Campo das Princesas, integrantes da nova diretoria da Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe). Dos 37 prefeitos que integram a comissão, 22 estiveram presentes no encontro, incluindo o presidente eleito da instituição, o prefeito de Afogados da Ingazeira, José Patriota.

Na oportunidade, os gestores apresentaram ao chefe do Executivo estadual demandas municipais como a questão da segurança, do abastecimento hídrico e de obras do Fundo Estadual de Apoio ao Desenvolvimento Municipal (FEM).

De concreto da reunião, apenas a promessa de Paulo em dar as condições necessárias aos municípios para garantirem cada vez mais sua autonomia financeira.  Patriota e toda a diretoria tomam posse no dia 28 de março.

Além do presidente eleito da Amupe, José Patriota, participaram do encontro os seguintes prefeitos: Luciano Torres (presidente da Amupe e ex-prefeito de Ingazeira); Luiz Lima (Águas Belas); Orlando Silva (Altinho); Joamy (Araçoiaba); Madalena Brito (Arcoverde); Neide Reino (Capoeiras); Emmanuel Góis (Custódia); Lino Morais (Ingazeira); Zinho Torres (Iguaraci); Mário Ricardo (Igarassu); Maria da Conceição (João Alfredo); Marivaldo Andrade (Jaqueira); João Cruz (Moreilândia); Ricardo Ramos (Ouricuri); Osório Filho (Pedra); Tárcio Torres (Parnamirim); Mota (Riacho das Almas); Joãozinho Tenório (São Joaquim do Monte); Ana Célia (Surubim); Edilson Taveres (Toritama); e Bruno Japhet (Ferreiros). (fonte/foto: SEI-PE)

Atual prefeito de Exu é acusado de promover “cabide” de empregos para familiares

Em Exu (PE), no Sertão do Araripe, o atual prefeito Raimundinho Saraiva está na berlinda. O gestor está sendo denunciado por fazer da sua administração um grande “cabide” de empregos para seus familiares.

Raimundinho nomeou como secretário de Obras o irmão dele, Antonio Saraiva Neto. A Pasta da Saúde é ocupada por Luciana Maria Ulisses Saraiva, também irmã do prefeito, e Secretaria de Ação Social que está à frente é a tia, Maria do Socorro Pinto Saraiva. Há ainda dois primos de Raimundinho ocupando o primeiro escalão do governo: Rafael Saraiva Peixoto, que é secretário de Administração, e Severino Saraiva Bezerra, titular da Pasta de Agricultura.

Segundo informações recebidas pelo Blog, o prefeito ainda teria beneficiado outro primo legítimo, José Pinto Saraiva Neto, ao dispensar licitação para serviços de limpeza urbana e coleta de resíduos sólidos. A empresa de José Pinto, a Transurb Ltda ME, foi a contratada “em caráter emergencial” por um período de 90 dias. Nesses casos específicos, a legislação protege os gestores. O problema é que foi justamente uma empresa do parente do prefeito, aumentando ainda mais as críticas na cidade. O Blog reserva espaço à atual administração para rebater as denúncias.

Do Carlos Brito

PRESIDENTE DA UNIÃO DOS VEREADORES DE PERNAMBUCO JOSINALDO BARBOSA PROMOVE ENCONTRO REGIONAL EM OURICURI E PEDE VOTOS PARA SUA REELEIÇÃO

O atual presidente da União dos Vereadores de Pernambuco – UVP Josinaldo Barbosa esteve no ultimo domingo (19) na cidade de Ouricuri onde aconteceu uma grande reunião e jantar com vários presidentes de Câmaras e vereadores da região do Araripe. O objetivo do evento foi fortalecer a sua candidatura a reeleição para presidente da UVP.

O presidente da Câmara de Araripina Evilásio Mateus (PSL) esteve presente juntamente com os vereadores Roseilton Oliveira (PTC), Mazinho de Zeca (PRTB), Tico de Roberto (PRB) e Luciano Capitão (PMDB). Todos confirmaram o alinhamento com Josinaldo para lhe conduzir a vitória na reeleição para presidente da UVP.

Josinaldo disse que quando chegou na sede da UVP em Recife toda a instalação estava comprometida e os vereadores do interior não tinha a assistência merecida quando chegavam na capital. Mas agora a situação é bem diferente, pois disposto a fazer a instituição funcionar para melhorar os trabalhos dos parlamentares, Josinaldo aplicou os recursos disponíveis para efetivamente oferecer mais qualidade nos serviços e o atendimento aos vereadores de todo estado.

“estamos consciente que muito ainda tem que melhorar, mas com mais um mandato certamente iremos proporcionar maiores avanços e condições para que todo vereador do nosso estado tenha as ferramentas para desempenhar bem a sua legislatura.” Finalizou Josinaldo.

Por Portnalli Alencar | Foto – Sandro Romero

Deputada Socorro Pimentel e parlamentares da oposição pedem reforço da Força Nacional para carnaval no Estado

A deputada estadual Socorro Pimentel se reuniu junto à Bancada de Oposição da Assembleia Legislativa para entregar na manhã dessa terça-feira, 21, um ofício dirigido ao governador Paulo Câmara para que o Estado de Pernambuco solicite apoio da Força Nacional para reforçar a segurança durante o período de carnaval.

O pedido da parlamentar e da Oposição leva em consideração o aumento da criminalidade no mês de janeiro, quando foram registrados 479 assassinatos, 10.691 crimes contra ao patrimônio, 2.743 casos de violência doméstica contra a mulher e 148 estupros.  “O governador não pode ficar omisso diante da violência que se instalou em nosso Estado. Cabe a ele a responsabilidade de agir o mais rápido possível para garantir a segurança que é um direito da população”, disse a deputada.

Outra preocupação é a baixa adesão da categoria ao Programa de Jornadas Extras de Segurança (Pjes),reduzindo o efetivo  policial nas ruas, mesmo com o reajuste de R$ 120 para R$ 200 promovido pelo Governo do Estado.

Assessoria de Comunicação

Eleição da AMUPE: prefeito de Salgueiro integra chapa única

Acontece nesta terça-feira (21), em Recife, a eleição da nova diretoria da Associação Municipalista de Pernambuco (AMUPE), quando gestores dos municípios do Estado estarão na capital, na sede da associação, para elegerem a sua nova diretoria.

O prefeito Clebel Cordeiro, do município de Salgueiro, faz parte da chapa única que deverá ser eleita por consenso firmado pela maioria dos gestores pernambucanos. Ele fará parte do Conselho Deliberativo como representante da Região de Desenvolvimento do Sertão Central.

As eleições para Diretoria Executiva, Conselho Fiscal e Conselho Deliberativo acontecem em assembleia extraordinária da Amupe e terão início a partir das 8h30, na sede da entidade. Outros assuntos de interesse municipalista também entrarão na ordem do dia, como balanço da última gestão e apresentação das perspectivas para o novo mandato, que vai até 2019.

Clebel Cordeiro, que também já preside o consórcio dos municípios do Sertão Central, disse que está se colocando à disposição do Conselho Deliberativo da Amupe com a perspectiva de contribuir para toda a região e para que Salgueiro tenha a sua voz nesse órgão que congrega todos os municípios pernambucanos.

“Essa nossa presença na Amupe, pela RD do Sertão Central, representa uma extensão do que projetamos para o nosso município e pela região. Fazemos uma gestão que comunga com os anseios de toda a população dos municípios circunvizinhos, e para mim é uma honra integrar essa chapa encabeçada por José Patriota, prefeito de Afogados da Ingazeira”, disse Clebel.