Josias Inojosa: Um grande desbravador

Depois dele, o Polo Gesseiro passou ganhar um novo impulso.

Inúmeras personalidades contribuíram para o desenvolvimento e expansão do polo gesseiro do Sertão do Araripe. Mas, sem dúvida alguma, ninguém mais do que o empresário Josias Inojosa de Oliveira.

Fundador das empresas SuperGesso e Calf  Calçados, desde o início da carreira profissional demonstrava capacidade de liderança, inovação e equilíbrio, características essenciais de um grande empreendedor.

Nascido em uma fazenda do interior pernambucano, formou-se em direito e economia no Recife, onde começou a trabalhar como escriturário no extinto Banco Nacional do Norte (Banorte), de onde se transferiu para o Bandepe.

O profissionalismo conduziu Josias Inojosa à gerência do Bandepe em Araripina, a 692 quilômetros do Recife. Em pouco, a agência que comandava se destacou e Josias era chamado a colaborar com a administração da instituição, no Recife. Mas já havia algo que o prenderia para sempre ao sertão: o gesso.

Interesse – Foi em Araripina que ele conheceu Theotônio Pinto, um dos desbravadores da exploração ode gesso. Diante do interesse de Josias Inojosa pelo mineral, Theotônio lhe ofereceu uma mina por 30 mil réis.“Ele não podia comprar sozinho. Associou-se, então, ao empresário Luiz Gonzaga, e foi me pagando aos poucos”, – recordava Pinto.

Era a Mineradora Rancharia, onde anos mais tarde passou a fabricar o gesso, calcinando a pedra em fornos de farinha. No início dos anos 90, ao ouvir as notícias trazidas da Europa pelo empresário Adriano Sampaio, filho de Theotônio Pinto, Josias adquiriu na Alemanha, modernos fornos para a sua empresa, agora denominada SuperGesso. A partir daí, ele passou a incentivar os demais empresários a investirem em tecnologia.

Aos assumir a direção do Sindugesso, em 1995, realizou o primeiro grande evento do setor, a Gypsum Fair (Feira do Gesso), tornando-se definitivamente, uma das maiores lideranças empresariais do setor industrial gesseiro.

A maior contribuição de Josias ao setor é a transformação do Araripe, que tinha apenas uma produção artesanal, em um moderno polo industrial. No entanto, não é somente a expressão empreendedora que o destacou, mas a figura humana que foi.

Publicado no Caderno Especial Diário de Pernambuco / 2009
Transcrito por Everaldo Paixão

 

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