Fica, Temer? Em baixa com povo, equipe de Temer é sucesso com eleitos

Embora aprovado por apenas 5% da população brasileira, o presidente Michel Temer (MDB) deixará sua marca em pelo menos três gestões, incluindo a do futuro presidente da República, Jair Bolsonaro (PSL). Haverá auxiliares diretos do atual mandatário da República também nas gestões do emedebista Ibaneis Rocha, no Distrito Federal, e do tucano João Doria, em São Paulo, quando ambos assumirem os governos locais.

Quando receber a faixa presidencial e iniciar seu mandato, em 1º de janeiro de 2019, Jair Bolsonaro terá ao seu lado, entre seus 22 ministros, quatro nomes da atual composição do governo federal:

  • Osmar Terra (MDB), que foi ministro do Desenvolvimento Social e Agrário de Temer, chefiará o Ministério da Cidadania de Bolsonaro. Sob sua tutela, estarão também atribuições dos atuais ministérios da Cultura e do Esporte.
  • Servidor de carreira e ex-capitão do Exército, Wagner de Campos Rosário seguirá no comando da Transparência e Controladoria-Geral da União (CGU) durante o governo de Bolsonaro. Ele ocupa o cargo desde maio de 2017.
  • O general Carlos Alberto dos Santos Cruz chefiará a Secretaria de Governo. Durante a gestão Michel Temer, ele foi secretário nacional de Segurança Pública, cargo vinculado ao Ministério da Justiça.
  • Gustavo Canuto, secretário-executivo do Ministério da Integração Nacional, será ministro do Desenvolvimento Regional. O órgão reunirá atribuições das pastas de Integração e Cidades.

Cinco emedebistas no DF
No DF, Ibaneis Rocha montou um verdadeiro time de emedebistas. Escalou Eumar Novacki como secretário da Casa Civil. No governo Temer, Novacki atuou como secretário-executivo do Ministério da Agricultura.

Para a Secretaria de Justiça, o próximo governador do DF convidou Gustavo Rocha, ex-titular dos Direitos Humanos e homem de confiança de Temer. Para o Instituto Brasília Ambiental (Ibram), convocou Edson Duarte, ex-interino do Meio Ambiente.

Já na Secretaria do Esporte, o emedebista contará com Leandro Cruz. Com Temer, Cruz foi ministro da Esporte. Já o futuro secretário de Transportes do Distrito Federal será Valter Casimiro. No governo federal, ele foi ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil.

“Chama o Meirelles”
O governador eleito de São Paulo, João Doria, também levará integrantes do atual Executivo federal para a sua gestão. Para a Secretaria de Fazenda, o tucano “chamou o Meirelles”: o ex-ministro da pasta no governo Temer e ex-presidenciável do MDB, Henrique Meirelles.

Presidente nacional do PSD e ex-ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab será secretário da Casa Civil de Doria. Ministro da Educação, Rossieli Soares assumirá como secretário da área no governo paulista.

Sérgio Sá Leitão, que chefia o Ministério da Cultura, seguirá à frente do setor na gestão Doria. Atual ministro das Cidades, Alexandre Baldy será o secretário estadual dos Transportes Metropolitanos de São Paulo.

Escanteados
A mesma pesquisa que mediu a baixa popularidade da gestão Temer na cadeira número um do Palácio do Planalto indicou a melhoria da saúde pública como prioridade de seu sucessor. A insatisfação dos brasileiros com o setor parece ter se refletido no ânimo dos próximos gestores dos Executivos federal e estaduais: não houve convites formais para o atual ministro da Saúde, Gilberto Occhi, compor os times dos eleitos, mesmo tendo sido um dos principais articuladores políticos do Partido Progressista (PP) neste ano eleitoral.

Segunda maior preocupação dos brasileiros, conforme o mesmo levantamento que avaliou o governo Temer – produzido pela Confederação Nacional da Indústria em parceria com o Instituto Ibope –, a geração de empregos ganhará novo encaminhamento no governo Bolsonaro.

Embora o presidente eleito afirme que o tema terá sua total atenção, o Ministério do Trabalho, alvo de escândalos e uma ofensiva da Polícia Federal, será extinto a partir de 2019. Suas atribuições estarão divididas em, ao menos, três ministérios: Justiça, coordenado pelo ex-juiz federal Sérgio Moro; Cidadania, de Osmar Terra; e Economia, comandado por Paulo Guedes.

 

Do Estadão/Foto:Reprodução

Polícia Civil cumpre mandado de prisão contra homem que tentou matar namorado da ex com 11 Facadas em Araripina, PE

A Equipe da 24ª DPH, juntamente com o Delegado Dr. George Dantas Saraiva, e coordenação da Dra. Katyana Muniz, Delegada Seccional, após campana na Serra de Simões, zona rural de Araripina PE, deram cumprimento ao Mandado de Prisão Preventiva, n° 715-19.2018, expedido pelo Dr. Eugênio Jacinto Oliveira Filho.

O fato que ensejou a referida prisão se deu no último dia 25 de novembro, quando o acusado Esdra Ferreira dos Santos, 27 anos, esfaqueou 11 vezes o atual namorado de sua ex – companheira no Distrito de Nascente em Araripina PE.

Após os procedimentos de praxe, o acusado fora apresentado na 24ª DPH, para confecção de laudo traumatológico e consequente recolhimento à cadeia pública de Araripina.

Essa é mais uma ação da 24°DPH – Polícia Civil, seguindo as diretrizes do pacto pela vida.

Soldado do 72º BIMtz morre em acidente de trânsito na BR-428, em Petrolina

Um acidente envolvendo uma carreta e uma motocicleta deixou uma pessoa morta neste sábado (15) na BR- 428, no km 144, em Petrolina, no Sertão de Pernambuco. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o acidente ocorreu próximo ao assentamento Mansueto de Lavor. A vítima, Marcelo Cezário Teixeira, era soldado do 72º Batalhão de Infantaria Motorizado (BIMtz) e estava pilotando a moto.

Ainda segundo a polícia, a vítima estava na faixa contrária à carreta, em sentido à Lagoa Grande, no Sertão de Pernambuco, e pilotava a motocicleta em alta velocidade. Os dois veículos colidiram quando a moto invadiu a outra faixa e bateu na lateral da carreta. Marcelo Cezário morreu no local do acidente e o corpo foi encaminhado para o Instituto de Medicina Legal (IML) de Petrolina. O motorista da carreta permaneceu no local para os procedimentos policiais.

 

Do G1 Petrolina

Reunião do Conselho Empresarial da FIEPE recebe o prefeito de Araripina, Raimundo Pimentel

A Unidade Regional Sertão do Araripe da FIEPE, em Araripina, promoveu na terça-feira, 20, mais uma reunião do Conselho Empresarial que reúne empresários das dez cidades da região e de diversos segmentos industriais. O encontro teve a participação do prefeito de Araripina, Raimundo Pimentel, que foi convidado para apresentar aos integrantes as ações da gestão municipal.

Faz parte das ações da Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco, a defesa de interesse da indústria no que tange às ações dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. Neste aspecto, a FIEPE se mantém atenta as atividades dos poderes que, eventualmente, podem prejudicar a competitividade da indústria pernambucana e inicia um diálogo construtivo para ajustar as proposições de maneira a atender aos pleitos.

No ano de 2016, durante a campanha eleitoral, a Unidade Regional do Araripe promoveu o “Diálogo com candidatos a prefeito” e entregou um documento com as principais sugestões dos empresários para diversos temas como remodelação da gestão pública, planejamento urbano, habitação, mobilidade, infraestrutura, capacitação de mão-de-obra, políticas tributárias, segurança, turismo e meio ambiente.

O prefeito Raimundo Pimentel, em sua participação na reunião, elencou ações da Prefeitura de Araripina que foram realizadas em consonância com o documento como, por exemplo, a criação da Agência Municipal de Meio Ambiente – AMMA, melhoria na mobilidade urbana com o asfaltamento de ruas e avenidas, investimentos em modernização da iluminação pública e outros.

Foi solicitada, através do Conselho Empresarial, a criação de um grupo de trabalho para avaliar a tabela da Contribuição de Iluminação Pública – CIP para os consumidores industriais. A equipe composta por membros da prefeitura e empresários do pólo gesseiro irá criar parâmetros para a incidência da contribuição.

(Vera Cruz Comunicação / Fotos: reprodução)

‘Pagar o ano todo para ganhar R$ 150?’, reclama beneficiária sobre 13º do Bolsa Família

Flávia Feliciano não sabe de cabeça o nome do governador reeleito Paulo Câmara (PSB), mas lembra que votou no candidato “do 40” ao saber da promessa de que ele daria um décimo terceiro do Bolsa Família. Na campanha, o socialista disse que os beneficiários do programa federal em Pernambuco receberiam um abono anual de R$ 150. Passada as eleições, a promessa começou a sair do papel, mas ganhou nova forma e novo cálculo. Para receber esse valor, pessoas como Flávia vão precisar gastar, em média, R$ 500 por mês com produtos da cesta básica, apenas em estabelecimentos que emitam nota fiscal, e ainda lembrar de registrar o CPF certo na hora da compra. Essa proposta foi aprovada nessa terça-feira (20) na Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa. Parece um cálculo exato, não fosse o detalhe de que o valor médio pago do benefício no Estado é de R$ 184,13. Quem recebe o Bolsa Família não tem emprego formal, ou seja, com carteira assinada.

Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento Social, Pernambuco tem 1,1 milhão de famílias inscritas no Bolsa Família. Entre essas está a de Flávia, a personagem que abre esta matéria. Ela recebe R$ 266 do programa, e vende água no Marco Zero para sustentar cinco filhos, como o pequeno Nícolas, de um ano e três meses. Na ponta do lápis, o programa Nota Fiscal Solidária, que embasa o pagamento do benefício extra, funcionará assim: os beneficiários vão ter de volta 2,5% de tudo o que eles conseguirem gastar com itens da cesta básica no período de 12 meses.

É por isso que terão que ser consumidos, em média, R$ 500 ao mês para gerar o crédito de R$ 12,50 mensal e, ao fim do ciclo de 1 ano, ter direito ao resgate do valor-teto, que é de R$ 150. Os recursos começarão a ser pagos a partir de março de 2020. Os cálculos foram apresentados pelo secretário da Fazenda em exercício, Bernardo D’Almeida, durante audiência pública sobre o projeto na Alepe, na segunda (19).

Levando em conta a média paga no Estado, de R$ 184,13, uma pessoa que gastasse esse valor todo mês no programa do Estado receberia de volta, depois de um ano, R$ 55,23. “Quer dizer que eu vou ter que pagar o ano todinho, bem dizer, nos mercados, nas carnes, porque nada é de graça, para no final do ano eu ganhar R$ 150? Que proposta devagar”, questiona Aline Monteiro, que recebe R$ 130 mensais do Bolsa Família e cria um filho. “Poxa, o décimo terceiro ia ajudar. Mas eu não recebo nem R$ 150 (do Bolsa Família)”, ela lamenta.

O presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), também prometeu um décimo terceiro do programa, mas ainda não aprofundou como a medida será aplicada pelo futuro governo.

 

Fonte: JC Online/Foto:Reprodução

Polícia Federal erradica mais de 120 mil pés de maconha no interior de PE

A Polícia Federal (PF) realizou a quarta operação de 2018 para a erradicação de plantas de maconha no interior de Pernambuco. Entre os dias 30 e 14 de novembro, a PF, através da Delegacia de Salgueiro, no Sertão, com o apoio das Polícias Militar e Civil, conseguiu erradicar 123 mil pés da erva em 73 plantios. Também foram destruídas 72 mil mudas da planta e 465 kg da droga pronta para consumo foram apreendidas. Os dados da “Operação Macambira IV” foram divulgados nesta segunda-feira (19).

Os plantios foram localizados através de levantamentos feitos pela Polícia Federal em algumas ilhas dos Rio São Francisco e na região de Orocó, Cabrobó, Belém do São Francisco e Santa Maria da Boa Vista, além de áreas de caatinga em Salgueiro, Carnaubeira da Penha, Serra Talhada, Betânia, Parnamirim, Ibó e Floresta. A PF não informou se houve prisões.

Maconha destruída pela Polícia Federal — Foto: Polícia Federal

Maconha destruída pela Polícia Federal — Foto: Polícia Federal

A Operação Macambira IV contou com a participação de mais de 30 policiais entre federais, civis e militares. Os policias trabalharam com incursões terrestres, aéreas e fluviais e contou com o apoio de duas aeronaves da CAOP-Coordenação de Aviação Operacional, além botes infláveis. Uma ambulância do 72° Batalhão de Infantaria Motorizado do Exército, de Petrolina foi utilizada.

A Polícia Federal informou que acompanha de perto o ciclo produtivo da maconha é acompanhado e, quando vai se aproximando o período da colheita, novas ações são realizadas coibindo assim a secagem e a introdução nos pontos de vendas de drogas. Segundo a PF, caso os 125 mil pés de maconha fossem colhidos, prensados e colocados no mercado consumidor daria para se fazer 42 toneladas de maconha.

Fonte: G1 Petrolina/Foto:Divulgação

Secretaria Municipal de Educação celebra resultados do PVE em Araripina

A Secretaria Municipal de Educação realizou na última segunda-feira (12), na Câmara de Vereadores, o evento de encerramento das atividades do ciclo 2018 do Programa Votorantim pela Educação (PVE). A ação foi desenvolvida pela Prefeitura de Araripina em parceria com o Instituto Votorantim e possibilitou treinamentos nas áreas de Gestão Educacional e Formação em Gestão Escolar para os diretores e coordenadores pedagógicos de 18 escolas municipais.

Participaram do evento o prefeito Raimundo Pimentel, a secretária de Educação, Possídia Carvalho, a coordenadora do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ação Comunitária – Cenpec, Ariana Rocha, e a consultora do grupo Votorantim Aparecida Sousa.

Para o prefeito Pimentel, a parceria com o grupo Votorantim através do PVE tem gerado bons frutos à educação de Araripina. “Durante este evento pude perceber, mais ainda, a importância do PVE na educação do nosso município. Araripina deu um salto de qualidade no ensino dos estudantes da rede pública municipal. Tenho certeza que no próximo ano o PVE será ainda melhor”, finalizou Pimentel.

ASCOM / Foto: divulgação

Primeiro dia do Enem teve questões sobre feminismo e ditadura

O primeiro dia de provas do Enem 2018 trouxe questões que abordaram temas como o papel da mulher na sociedade, feminicídio e democracia. Neste primeiro domingo, o aluno teve de responder 45 questões da área de linguagens, que engloba conhecimentos de língua portuguesa, literatura e língua estrangeira (inglês ou espanhol), mais 45 questões distribuídas entre geografia e história, além de uma redação no gênero disssertativo-argumentativo. Neste ano, o tema da redação foi sobre o uso de dados virtuais para manipulação do usuário da internet.

Após duas horas de prova, os primeiros estudantes começaram a deixar as salas. Na Uninove da Barra Funda, zona oeste de São Paulo, Igor Lacerda Pena, 21 anos, foi o primeiro a sair da prova do Enem.

“De 0 a 10 em dificuldade, acho que a prova foi uns 7”, conta. Segundo ele, as questões abordaram temas como feminicídio e violência doméstica. Ele já cursa a faculdade e fez a prova para tentar uma bolsa em outro curso.

A estudante Rafaela Santos,17, fez a prova pela primeira vez. Algumas das questões que lhe chamaram a atenção abordaram temas como feminismo e democracia. “O tema da redação foi interessante, mas muito difícil. Acho que semana que vem vai ser mais tranquilo, porque sou mais de exatas”, conta.

Ricardo Silva, estudante de 20 anos, fez a prova pela primeira vez. Para ele, o tema da redação foi fácil: “Como foi sobre internet, que é uma coisa que temos bastante contato, foi bem tranquilo”. Ele conta que os textos de apoio foram compostos por uma imagem com dados e um texto que questionava se os algoritmos priorizavam notícias com determinado ponto de vista. Ele disse que o tema que mais lhe chamou a atenção nas questões foi feminismo e o papel da mulher na sociedade. “Tinha umas nove questões sobre isso”.

O professor Cláudio Hanse, do Descomplica, disse que as questões de geografia do Enem deste ano trouxeram maior grau de dificuldade do que nos anos anteriores. “Todo ano se vê um bom número de perguntas muito fáceis, equilibradas com outras não tão fáceis. Neste ano, houve uma queda no número de questões que podem ser consideradas muito fáceis”, analisa.

Segundo ele, os textos de apoio, as perguntas e as respostas também eram mais densos do que nos anos anteriores, exigindo uma leitura atenta do aluno. Para ele, a abordagem de temas como democracia, ditadura e feminismo voltam a aproximar o Enem de discussões atuais da sociedade, diferente do que teria ocorrido na prova de 2017.

Já o professor Eduardo Valladares, também do Descomplica, diz que a prova manteve o nível elevado e um amplo número de estilos de textos diferentes: crônica, poesia, propagandas etc. “Nas questões de linguagem, foi exigido do aluno a habilidade do domínio do texto de maneira geral, e não tópicos e conceitos específicos da linguagem”, diz.

Sobre este aspecto, o professor Claudio Caus, do Cursinho da Poli concorda. “Houve uma exigência menor de conteudismo, regras gramaticais específicas”. Caus ressalta que o aluno tinha que estar pronto para entender diferentes variações do uso da língua portuguesa. “Caiu questões até sobre o pajubá, que é uma variação da língua muito usada entre gays e que foi alçado ao status de dialeto. Portanto, era uma questão de linguística, mas que trazia conceitos de sociologia”, comenta.

O professor de sociologia e filosofia Rafael Lancellote, do Cursinho da Poli, reforça essa ligação entre os conteúdos de sociologia e de linguagem. “Temas como racismo, questões de gênero e democracia estavam inseridos na prova de linguagem. Então, o aluno precisou ter uma capacidade de articulação entre os dois mundos”.

Lancellote destaca ainda a questão de linguagem que trazia o eu-lírico negro usando discursos de opressão racial. Em outra questão, se tratou da importância dos direitos humanos para a construção de uma sociedade.

Já a prova de filosofia, para Lancellote, cobrou menos a capacidade de articular diferentes pensamentos e mais os conceitos de pensadores específicos. “Foram questões de história da filosofia. Quem dominasse um manual de filosofia poderia se sair bem”.

Para José Maurício Mazzucco, professor e coordenador geografia, filosofia e sociologia do cursinho Objetivo, a prova deste domingo trouxe um bom equilíbrio entre as perguntas fáceis, médias e difíceis, o que facilita na avaliação do conhecimento dos candidatos.

Ele destaca as perguntas feitas sobre filosofia medieval, especificamente de São Tomás de Aquino e Santo Agostinho, temas que não são muito comuns em provas do tipo.

A segunda parte do Enem, com 90 questões de matemática, biologia, química e física, será realizada no próximo domingo (11).

 

Fonte: Folhapress

Delegacia de combate à corrupção deve ser extinta até o fim de 2018, diz governo de PE

Com a aprovação do projeto que cria o Departamento de Repressão ao Crime Organizado (Draco), pela Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) em segunda votação nesta quarta-feira (31), o governo do estado pretende extinguir a Delegacia de Crimes contra a Administração e Serviços Públicos (Decasp) até o fim de 2018. A informação foi divulgada pelo secretário executivo de Defesa Social, Humberto Freire.

Depois de aprovada, a lei, que obteve 30 votos a favor e seis contra, segue para redação final e sanção do governador. Segundo Humberto Freire, após o fim desse processo, o Draco deve começar a atuar efetivamente em janeiro de 2019.

O projeto já havia passado por uma primeira votação na terça-feira (30), mesmo dia em que as investigações de denúncias de desvio de verba para merenda escolar envolvendo a empresa Casa de Farinha passaram a ser comandadas pelo Ministério Público de Pernambuco (MPPE), devido ao risco de extinção da delegacia.

A proposição, assinada pelo governador Paulo Câmara (PSB), foi enviada à Alepe, em caráter de urgência, em 19 de outubro, mesmo dia em que o prefeito do Cabo de Santo Agostinho, Lula Cabral (PSB) e outras 22 pessoas foram presas pela Polícia Federal (PF) em um esquema de fraudes no instituto de previdência dos servidores desse município do Grande Recife.

A Decasp foi responsável, em quatro anos, por 15 operações que resultaram em 49 presos, entre políticos e empresários envolvidos em esquemas de corrupção, que, juntos, superam R$ 150 milhões.

Sobre a continuidade das investigações em curso, o secretário executivo de Defesa Social informou que os inquéritos serão redistribuídos para novas delegacias que têm criação prevista no projeto do governador.

 

Do G1/Foto:Reprodução