Luciano Duque comenta Datafolha e afirma que tempo do PSB acabou

Para o prefeito de Serra Talhada, Luciano Duque (PT), o crescimento de Armando (PTB) nas pesquisas comprova que o tempo do PSB no poder em Pernambuco já passou. O prefeito repercutiu nesta quinta os dados da pesquisa Datafolha, divulgada durante a madrugada, que mostra um empate técnico entre Armando e Paulo Câmara. Segundo o instituto, Armando cresceu seis pontos percentuais, entre os dias 6 e 19 deste mês, saindo de 25 para 31%. Já Paulo, manteve-se estacionado, variando na margem de erro de 34 para 35%.

“Armando cresceu e empatou a disputa. Paulo visivelmente chegou ao teto e mantém uma rejeição extremamente alta. A realidade é que a atual gestão prometeu muito e realizou quase nada. As pessoas querem a mudança, ninguém aguenta mais o jeito autoritário e arrogante do PSB governar, sem diálogo e perseguindo a oposição”, disse Duque, um dos principais articuladores da campanha de Marília Arraes (PT), que foi derrubada por manobras de Paulo e do PSB. Ele lembrou que o quadro atual indica a realização do segundo turno, em que o empate técnico entre Armando e Paulo é ainda mais nítido, com uma diferença de apenas três pontos percentuais.

Duque avalia que a tendência de Armando é de crescimento ainda maior, graças ao interesse cada vez mais forte da população no processo eleitoral. “O debate político está trazendo de volta os compromissos assumidos pelo PSB e não cumpridos, além dos números desastrosos da gestão, com o crescimento da violência, o desemprego e a falta de liderança do governador, que passou três anos e oito meses enclausurado no Palácio, sem conversar com as pessoas”, afirmou.

Foto: Leo Caldas/Divulgação

PSL põe freio em falas de Mourão e Paulo Guedes

A cúpula da campanha do candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL)determinou que seu vice, general Hamilton Mourão, e o responsável pelo programa de governo na área econômica, Paulo Guedes, sejam comedidos em suas declarações em público. Os dois poderão seguir com suas agendas de palestras para grupos fechados, mas foram orientados, com o aval do próprio Bolsonaro, a evitar a imprensa e fugir de temas polêmicos.

Em uma estratégia de contenção de danos após declarações controversas de ambos, a orientação é que o protagonismo volte a Bolsonaro como o único porta-voz da campanha. Internado há 15 dias no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, onde se recupera de um esfaqueamento, ele seguirá falando aos eleitores por meio de mensagens em suas redes sociais, vídeos ou em transmissão ao vivo pela internet, quando tiver a autorização da equipe médica.

Mourão segue roteiro

A determinação é consequência direta de declarações controversas da dupla nesta semana: Mourão afirmou que lares apenas com “mãe e avó” são “fábrica de elementos desajustados”, enquanto Guedes, em uma reunião com um grupo de investidores, teria sugerido criar um imposto nos moldes da CPMF.

Segundo interlocutores do PSL, ruídos como esse podem expor a campanha de Bolsonaro, líder nas pesquisas de intenções de votos, a um risco desnecessário.

Os efeitos da nova ordem já foram sentidos ontem. O general Mourão participou, em São Paulo, de uma palestra para empresários na sede da Abimeq, associação que reúne indústrias de máquinas e equipamentos. Diferentemente de outros eventos, foi conciso e evitou sair do seu roteiro escrito em três folhas de papel. Ao responder perguntas da plateia, também não se alongou em seus comentários.

O militar da reserva, que sempre atende à imprensa, foi blindado pela assessoria do PRTB. Ainda durante o evento, jornalistas foram comunicados que o general Mourão não daria entrevistas. A determinação foi uma decisão do PSL.

Já o economista Paulo Guedes, após receber uma ligação de Bolsonaro, cancelou, alegando “conflito de agenda”, sua participação — também ontem — de um encontro com investidores em São Paulo. Hoje, o economista é esperado em um encontro na Amcham-Brasil.

Os discursos desencontrados forçaram a realização de uma reunião, na última terça-feira, da cúpula da campanha de Jair Bolsonaro. Além de discutir os rumos da candidatura nesta reta final, o objetivo era demonstrar unidade entre os principais aliados, entre eles Paulo Guedes, o presidente do PSL, Gustavo Bebianno e os filhos de Bolsonaro. Ali também ficou determinado que general Mourão, que não estava presente no encontro, não representaria Bolsonaro nos debates e sabatinas.

O clima de conciliação com que foi encerrada a reunião durou pouco. No dia seguinte, a cúpula foi acordada com a notícia da “nova CPMF” que obrigou Bolsonaro a fazer uma ligação a Paulo Guedes.

— O comandante é o Jair, todos os outros são soldados — disse o deputado federal Eduardo Bolsonaro, filho do presidenciável.

Jussara Soares – O Globo

Pastores se levantam contra guru de Bolsonaro

Não é sobre a reforma tributária que ala do PSL discorda do guru de Bolsonaro, Paulo Guedes. O economista não conseguiu apresentar proposta de reforma da Previdência que agrade a todos.

movimento dos neopentecostais da Confederação dos Conselhos de Pastores do Brasil na direção do capitão reformado provocou reação de líderes evangélicos de outras agremiações.

Nesta quinta (20), um grupo que reúne 88 teólogos e reverendos presbiterianos, batistas e de outros troncos da religião lançou manifesto em defesa do Estado laico e contra o uso de Deus em campanhas.

“Nossa indignação contra a pretensão de haver um governo exercido em nome de Deus, bem como contra toda aspiração autoritária e antidemocrática”, diz a Carta Pastoral à Nação. “O nome de Deus não pode ser usado em vão, ainda mais para fins políticos”, conclui.

Oficial –  “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos” é o nome da coligação de Bolsonaro.  (Painel – Folha de S.Paulo)

 

Polícia Civil de Pernambuco indicia Marília Arraes por peculato

RECIFE – A vereadora do Recife e candidata à deputada federal, Marília Arraes (PT), foi indiciada pela polícia civil de Pernambuco pelo crime de peculato. A petista é acusada de ter contratado quatro “funcionários fantasmas” para o seu gabinete na Câmara de Vereadores do Recife.

O inquério policial foi concluído e remetido ao Minitério Público (MPPE) na semana passada, mas somente nesta quinta-feira, 20, a titular da Delegacia de Crimes contra a Administração Pública, Patrícia Domingos, anunciou o término da investigação.

Segundo o Estado apurou, dois desses funcionários seriam jornalistas e uma seria universitária. A delegada alegou que não poderia informar nomes, cargos e quanto de dinheiro público pode ter sido desviado, pois o caso foi remetido ao MPPE sob sigilo.

A expectativa é de que o órgão se manifeste em até 30 dias, podendo pedir que a polícia complemente as investigações, oferecer a denúncia à Justiça ou pedir o arquivamento. A pena para crimes de peculato varia entre 2 e 12 anos de prisão, além de multa.

“Nosso intuito não é gerar um fato político ou atrapalhar a campanha de quem quer que seja”, disse a delegada.

Marília era candidata ao governo de Pernambuco, mas teve sua candidatura retirada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva – condenado e preso pela Operação Lava Jato – e a cúpula petista como parte de um acordo com o PSB. A estratégia tinha o objetivo de isolar o presidenciável Ciro Gomes (PDT).

Por meio de nota, Marília Arraes se disse surpresa com o anúncio do seu indiciamento e de mais quatro funcionários. A candidata afirmou que achou estranho uma notícia como essa a duas semanas das eleições.

“Há cerca de três anos, após tomar conhecimento de uma denúncia anônima totalmente absurda, que versava sobre este tema, eu mesma tomei a iniciativa de procurar o Ministério Público para solicitar que os fatos fossem investigados”, declarou Marília.

A candidata disse ainda que ela é os funcionários estão “como sempre” estiveram à disposição das autoridades. “Mas não temos como deixar de repudiar atitudes que claramente tem o propósito de tumultuar o processo eleitoral democrático em nome de interesses não republicanos”, disse.

Secretário de Paulo Câmara também foi indiciado

O ex-secretário de Administração da gestão Paulo Câmara (PSB) e candidato a deputado federal, Milton Coelho (PSB), também foi indiciado pelo crime de peculato. Nome forte do partido no Estado, Coelho é acusado pela polícia civil de ter contratado pelo menos três funcionários fantasmas no período em que esteve à frente da pasta – janeiro de 2015 a abril deste ano, quando pediu exoneração para disputar as eleições 2018.

Coelho está há 18 anos no PSB onde ocupou a presidência regional da legenda, foi vice-prefeito do Recife e um dos coordenadores da campanha presidencial do ex-governador, Eduardo Campos, morto em um acidente aéreo em 2014.

A polícia civil descobriu os funcionários fantasmas depois de uma denúncia anônima encaminhada pela ouvidoria do MPPE sobre a contratação irregular de uma jornalista para o cargo de assessora de gabinete de Coelho. A servidora que também é colunista social em um jornal do Recife teria recebido quase R$ 90 mil sem nunca ter dado expediente na Secretaria de Administração.

Segundo o Estado apurou, em depoimento à delegada, a jornalista alegou que prestava o serviço remotamente. Sem elementos comprobatórios da irregularidade, a polícia civil não indiciou a servidora, mas encontrou outros três que teriam recebido salários sem trabalhar na secretaria.

A reportagem não localizou Milton Coelho nem sua assessoria. Procurado, o Governo de Pernambuco não se pronunciou.

 

Política/Estadão/Foto:Reprodução 

Acusado de infidelidade partidária, lóssio ganha mais 24h para se defender

A Comissão da Executiva Nacional da Rede Sustentabilidade concedeu ao candidato a governo de Pernambuco, Julio Lóssio, mais 24h para apresentar defesa. Lóssio é acusado de “infidelidade partidária”, uma vez que autorizou a divulgação de material de campanha ao lado de Jair Bolsonaro (PSL), adversário de Marina Silva (Rede). O novo prazo foi dado após solicitação feita pelo político.
Ontem, quarta-feira (19), ele participou de encontro com o postulante a deputado federal Coronel Meira (PRP) e Gilson Machado Neto (PSL), ambos apoiadores da candidatura à Presidência da República de Jair Bolsonaro (PSL). Logo após o encontro a Executiva Nacional da Rede Sustentabilidade emitiu uma nota criticando a postura do candidato. A executiva vai analisar se ele será expulso do partido e ter o registro cancelado diante da Justiça Eleitoral.
Ainda no início da noite desta quinta-feira, o candidato ao governo pela Rede também enviou uma carta a executiva nacional, com o apoio e a assinatura 44 pessoas filiadas à sigla, incluindo a chapa majoritária completa, candidatos a deputado federal e estadual pela legenda. No entanto, da executiva estadual, que tem 19 integrantes, apenas cinco assinaram.
Radio Jornal/Foto:Reprodução

Coronel e Capitão da PM perdem patentes após desviar quase R$ 500 mil no Sertão de PE

Dois oficiais da Polícia Militar, acusados de participação num grande esquema de desvio de combustíveis em Pernambuco, foram punidos pela Secretaria de Defesa Social (SDS). Segundo as investigações, quase R$ 500 mil teriam sido desviados entre os anos de 2004 e 2007.

O coronel Dilson Silva e Meira e o capitão Marcos Aurélio da Silva Fausto, que eram lotados no 8º Batalhão da Polícia Militar (município de Salgueiro, no Sertão), estariam entre os líderes do esquema, que utilizava créditos do cartão Ticket Card para desviar o dinheiro que deveria ser destinado para o abastecimento de combustíveis nas viaturas.

Após investigação, a Corregedoria Geral da SDS decidiu que os policiais deveriam ser punidos com a perda das patentes. A decisão, assinada pelo secretário Antônio de Pádua, foi publicada no Diário Oficial do Estado desta quarta-feira (19).

Crime de peculato

Além de processo administrativo, os policiais respondem criminalmente. O coronel, o capitão e outros quatro PMs são réus pelo crime de peculato (desvio de dinheiro público) há dez anos. O processo segue em tramitação na Vara de Justiça Militar, do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE).

 

Fonte: Rádio Jornal/Foto:Reprodução

Policiais Civis prendem indivíduo por receptação de carga roubada no Sertão de PE

A Polícia Civil divulgou, nessa quinta-feira (20), a prisão de um homem suspeito de receptação de carga roubada em Cabrobó, no Sertão de Pernambuco. O suspeito, identificado como Jonh Leno Alves Cavalcanti, também foi autuado por posse ilegal de arma de fogo. A prisão ocorreu após a polícia receber denúncia sobre o roubo de uma carga de produtos alimentícios, avaliada em R$ 90 mil, em Santa Maria da Boa Vista, também no Sertão. A investida criminosa aconteceu na BR-428, próximo ao povoado de Caraíbas.

Prisão

O suspeito estava em um carro modelo Hilux, em Cabrobó, quando foi abordado. Uma parte dos produtos roubados foi apreendida no veículo e o restante estava em um depósito. A polícia chegou ao local após o próprio suspeito fornecer o endereço. A carga roubada foi devolvida ao dono. Em buscas na residência do suspeito, a Polícia Civil também apreendeu um revólver sem numeração. O homem foi levado para Cadeia Pública de Santa Maria da Boa Vista.

 

Fonte: JC Online/Foto:Divulgação/Polícia Civil

Meirelles: “Acredito que podemos ganhar até mesmo no primeiro turno”

Henrique Meirelles disse à Veja que ainda tem “boas chances” na disputa pela presidência da República.

“Os indícios apontam que temos boas chances na disputa. Minha candidatura está crescendo e acredito que podemos ganhar, até mesmo no primeiro turno (…).

No início, eu tinha menos de 1% das intenções de voto, agora já tenho três. À medida em que as pessoas me conhecem, conhecem o meu histórico e entendem a nossa campanha, crescemos. Se mantivermos este ritmo, podemos chegar”.

 

O Antagonista 

Paulo não cumpriu mais de 70% das promessas, segundo levantamento

Um dos principais temas das eleições deste ano para o Governo do Estado são as promessas realizadas em 2014, quando Paulo Câmara (PSB) chegou ao governo, após disputa com Armando Monteiro (PTB). Armando tem trazido o tema para a propaganda no rádio e na TV e apontado o que Paulo deixou de entregar, como os quatro novos hospitais, seis UPAs e bilhete único. O atual governador atribui o não cumprimento à crise que o país enfrentou, a partir de 2015.

De acordo com um levantamento feito pelo portal G1, das organizações Globo, para checar o índice de cumprimento da atual gestão. De acordo com os dados disponibilizados pelo portal, Paulo não cumpriu mais de 70% das promessas realizadas em 2014. O atual governador fez 39 promessas nas eleições de 2014 e cumpriu apenas 11, ou seja 28,2% do total. Já o paraibano Ricardo Coutinho, também filiado ao PSB e reeleito há quatro anos, prometeu 66 itens, cumprindo 31 deles, chegando a 46,9%.

Entre os gestores que tentam a reeleição, o que mais honrou os compromissos foi Rui Costa (PT), da Bahia. Na campanha passada ele fez 115 promessas e cumpriu 54, atingindo o patamar de 46%. Também filiado ao PT, Camilo Santana, do Ceará, foi o que menos prometeu, com 20 compromissos. Cumpriu 8 deles, 40%. Outro que tenta a reeleição é Renan Filho (MDB) de Alagoas. Ele fez 21 promessas, cumprindo 9 delas, ou seja 42%. O sistema de promessas do G1 acompanha todos os governadores do país e é atualizado a cada seis meses.

Do Magno Martins