Vale soube de problemas em sensores de Brumadinho dois dias antes do rompimento de barragem

Uma troca de e-mails entre profissionais da Vale e duas empresas ligadas à segurança da barragem de Brumadinho mostra que, dois dias antes do rompimento, a Vale já havia identificado problemas nos dados de sensores responsáveis por monitorar a estrutura.

Os e-mails foram identificados pela Polícia Federal. Até esta quarta-feira, havia a confirmação de 150 mortos e 182 desaparecidos em decorrência do mar de lama liberado após o rompimento da barragem.

A TV Globo teve acesso aos depoimentos prestados por dois engenheiros da empresa TÜV SÜD, André Jum Yassuda e Makoto Namba, responsáveis por laudos de estabilidade da barragem.

Os advogados Augusto de Arruda Botelho e Brian Alves Prado, que defendem os engenheiros, disseram que não vão comentar.

Yassuda e Namba foram presos pela Polícia Federal na semana passado. Nesta terça-feira (5), o Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou que eles fossem libertados.

Ao questionar Namba, o delegado Luiz Augusto Nogueira, da Polícia Federal, se refere à existência de e-mails trocados entre funcionários da Vale, da TÜV SÜD e da Tec Wise, outra empresa contratada pela Vale.

As mensagens começaram a ser trocadas no dia 23 de janeiro, às 14h38, e se prolongaram até as 15h05 do dia seguinte. A barragem se rompeu em 25 de janeiro.

Nas perguntas, o delegado diz que o assunto das mensagens “diz respeito a dados discrepantes obtidos através da leitura dos instrumentos automatizados (piezômetros) no dia 10/01/2019, instalados na barragem B1 do CCF, bem como acerca do não funcionamento de 5 (cinco) piezômetros automatizados”.

No depoimento não constam, no entanto, detalhes sobre as mensagens.

O engenheiro afirma que só ficou sabendo das alterações dos dados fornecidos pelos sensores após o rompimento da barragem.

Depois de lidas as mensagens para ele, Namba foi questionado sobre “qual seria sua providência caso seu filho estivesse trabalhando no local da barragem”.

Namba respondeu, segundo o relatório da Polícia Federal, que “após a confirmação das leituras, ligaria imediatamente para seu filho para que evacuasse do local bem como que ligaria para o setor de emergência da Vale responsável pelo acionamento do PAEBM [Plano de Ação de Emergência de Barragens de Mineração] para as providências cabíveis”.

A TÜV SÜD informou que não comentaria o assunto por estar sob sigilo.

Engenheiro se disse pressionado

No depoimento, o engenheiro Makoto Namba também relatou uma reunião com funcionários da Vale sobre o laudo de estabilidade assinado por ele.

Namba disse que um funcionário da Vale chamado Alexandre Campanha perguntou a ele: “A TÜV SÜD vai assinar ou não a declaração de estabilidade?”.

Namba disse à PF ter respondido que a empresa assinaria o laudo se a Vale adotasse as recomendações indicadas na revisão periódica de junho de 2018, mas assinou o documento.

Segundo ele, “apesar de ter dado esta resposta para Alexandre Campanha, o declarante sentiu a frase proferida pelo mesmo e descrita neste termo como uma maneira de pressionar o declarante e a TÜV SÜD a assinar a declaração de condição de estabilidade sob o risco de perderem o contrato”.

Por Andréia Sadi e Marcelo Parreira, TV Globo

Lula é condenado a 12 anos e 11 meses de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro em ação da Lava Jato sobre sítio de Atibaia

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi condenado a 12 anos e 11 meses por corrupção e lavagem de dinheiro nesta quarta-feira (6), no processo da Lava Jato que apura se ele recebeu propina por meio da reforma de um sítio em Atibaia (SP).

A sentença da juíza substituta Gabriela Hardt, da primeira instância, é a segunda que condena Lula na Operação Lava Jato no Paraná. Cabe recurso. Outras doze pessoas foram denunciadas no processo.

Gabriela Hardt – que substituiu o juiz Sérgio Moro – decretou a interdição de Lula para o exercício de cargo ou função pública pelo período equivalente ao dobro da pena estabelecida. A medida atinge ainda os outros condenados por lavagem de dinheiro – Léo Pinheiro, José Carlos Bumlai, Emílio Odebrecht, Alexandrino Alencar, Carlos Paschoal, Emyr Dinis, Roberto Teixeira, Fernando Bittar e Paulo Gordilho.

A juíza declarou ter ficado comprovado que:

  • A OAS foi a responsável pelas reformas na cozinha do sítio de Atibaia no ano de 2014;
  • As obras foram feitas a pedido de Lula e em benefício de sua família, sendo que ex-presidente acompanhou o arquiteto responsável, Paulo Gordilho, ao menos na sua primeira visita ao sítio, bem como o recebeu em São Bernardo do Campo para que este lhe explicasse o projeto;
  • Foram executadas diversas benfeitorias, mas consta da denúncia somente o valor pago à empresa Kitchens, no valor de R$ 170 mil;
  • Toda a execução da obra foi realizada de forma a não ser identificado quem estava executando o trabalho e em benefício de quem seria realizada;
  • Todos os pagamentos efetuados pela OAS à empresa Kitchens foram feitos em espécie no intuito de não deixar rastros de quem era o pagador;
  • Não houve ressarcimento à OAS dos valores desembolsados pela empresa em benefício de Lula e de sua família.

Gabriela Hardt afirmou que:

  • “É fato que a família do ex-presidente Lula era frequentadora assídua no imóvel, bem como que usufruiu dele como se dona fosse. Inclusive, em 2014, Fernando Bittar alegou que sua família já não o frequentava com assiduidade, sendo este usado mais pela família de Lula”;
  • Lula tinha pleno conhecimento de que a OAS era uma das participantes do “grande esquema ilícito que culminou no direcionamento, superfaturamento e pagamento de propinas em grandes obras licitadas em seu governo, em especial na Petrobras. Contribuiu diretamente para a manutenção do esquema criminoso”;
  • O ex-presidente também tinha uma relação próxima com o ex-presidente da OAS José Aldemário Pinheiro Filho – “Tinha ciência do ‘caixa geral’ de propinas mantido entre a empresa e o Partido dos Trabalhadores”.
  • Consequentemente, Lula tinha plena ciência da origem ilícita dos recursos utilizados pela OAS na reforma da cozinha do sítio. “Portanto, reputo comprovada sua autoria pela contribuição na ocultação e dissimulação de que era o real beneficiário dos valores ilícitos empregados pela OAS na reforma do sítio de Atibaia.”

A juíza determinou ainda o confisco do sítio de Atibaia. Ela afirmou que, apesar de o processo não discutir a propriedade do imóvel, mas, sim, as reformas que foram feitas nele, os valores do terreno e das benfeitorias são equivalentes. Assim, não haveria como decretar a perda das benfeitorias, sem afetar o imóvel.

De acordo com ela, após a venda do sítio, a diferença entre o valor das benfeitorias e o valor pago pelo imóvel deve ser revertida aos proprietários – Fernando Bittar e a esposa. A alienação só deve ocorrer, porém, após o trânsito em julgado do processo.

O ex-presidente está preso em Curitiba desde abril de 2018, cumprindo a pena de 12 anos e um mês determinada pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), na primeira condenação dele na segunda instância pela Lava Jato.

G1 tenta contato com a defesa de Lula, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.

A denúncia

De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), Lula recebeu propina do Grupo Schain, de José Carlos Bumlai, e das empreiteiras OAS a Odebrecht por meio da reforma e decoração no sítio Santa Bárbara, em Atibaia (SP), que o ex-presidente frequentava com a família. Outras 12 pessoas foram denunciadas no processo.

A acusação trata do pagamento de propina de pelo menos R$ 128 milhões pela Odebrecht e de outros R$ 27 milhões por parte da OAS.

Para os procuradores, parte desse dinheiro foi usada para adequar o sítio às necessidades de Lula. Segundo a denúncia, as melhorias na propriedade totalizaram R$ 1,02 milhão.

O MPF afirma que a Odebrecht e a OAS custearam R$ 850 mil em reformas na propriedade. Já Bumlai fez o repasse de propina ao ex-presidente no valor de R$ 150 mil, ainda conforme o MPF.

Segundo o MPF, Lula ajudou as empreiteiras ao manter nos cargos os ex-executivos da Petrobras Renato Duque, Paulo Roberto Costa, Jorge Zelada, Nestor Cerveró e Pedro Barusco, que comandaram boa parte dos esquemas fraudulentos entre empreiteiras e a estatal, descobertos pela Lava Jato.

Outra condenação

O ex-presidente já havia sido condenado a nove anos e seis meses de prisão, na primeira instância da Lava Jato, pelos crimes de corrupção passiva e de lavagem de dinheiro, em julho de 2017, no processo referente ao triplex de Guarujá (SP).

Em 24 de janeiro, por unanimidade, a 8ª Turma do TRF4 manteve a condenação e aumentou a pena de prisão do ex-presidente de 9 para 12 anos e 1 mês. Ele recorreu e, com todos os recursos esgotados, começou a cumprir a pena em abril de 2018.

Desde então, o petista está preso uma sala especial na PF, na capital paranaense.

G1/Foto: Reprodução

Araripina: Jovem é acusado de assassinar dois tios a pauladas e golpes de faca

Três jovens foram presos na manhã desta quarta-feira (06), em Araripina, no Sertão de Pernambuco. Eles são acusados de assassinar na Serra do Simões, zona rural do município, os agricultores Antônio Sirineo da Silva, de 45 anos, e Fábio Luiz da Silva, que não teve a idade revelada, com golpes de faca e pauladas.

Testemunhas informaram que os suspeitos estavam bebendo na casa das vítimas e, após uma discussão, cometeram o duplo homicídio. A Polícia Civil ainda esta investigando a motivação dos assassinatos. Os suspeitos, identificados como Adelardo Edgar Silva Alencar, 21 anos, Anderson Gomes da Silva, 18 anos, e Antônio Marcos da Silva Cruz (idade não informada) foram presos pela PC por volta das 9h desta quarta-feira.

Em entrevista ao repórter Fredson Paiva do programa Rota 903 da Arari FM, o jovem Anderson Gomes da Silva de 18 anos, suspeito de participar do crime, disse que Adelardo Edgar Silva Alencar, 21 anos, foi quem assassinou as vítimas a pauladas e golpes de faca. Segundo Anderson, Adelardo suspeitava que seus tios teriam mandado matar no ano passado o seu pai, conhecido como “Avelar Segurança”.

Blog Roberto Gonçalves: Foto: Reprodução

Paraibana de 17 anos vence o câncer e é aprovada em medicina na UFRN

Na cidade de Barra de Santa Rosa, no Curimataú paraibano, uma história de superação e exemplo de vida vem sendo contada e recontada com orgulho desde a divulgação do resultado do Sisu deste ano. Como protagonista do enredo que ganhou fama está Maria Fernanda Almeida, de 17 anos, que acaba de conseguir mais um grande feito para coroar sua coleção de vitórias.

Recém-aprovada em medicina na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) no campus Caicó, curso com a maior nota de corte do país, a caloura comemora a entrada na universidade de um jeito pra lá de especial: não bastasse conquistar a única vaga da graduação reservada para candidatos com deficiência, ela estreia na vida acadêmica curada de um câncer contra o qual vem lutando há 14 anos.

Maria Fernanda foi diagnostica aos três anos de idade com um tumor na região da coluna. Em 2016, ela precisou ser submetida a uma cirurgia delicada que provocou a perda dos o movimento das pernas. Mas as limitações e o complexo tratamento, com sessões frequentes de quimioterapia e de radioterapia, não foram empecilho para a determinação da estudante. O histórico escolar é a maior prova da obstinação da estudante, que nunca perdeu um ano escolar e, mesmo em meio a uma rotina de consultas, hospitalizações e terapias debilitantes, sempre se dedicou para não perder a motivação nos estudos.

O resultado não podia ter sido mais compensador. Além de aprovada na única vaga da cota à qual concorria, Maria Fernanda conquistou 920 pontos na redação, uma das maiores notas da Paraíba. “Fiquei muito feliz e até sem acreditar muito. Na modalidade que eu estava disputando só era uma vaga, e eu consegui”, anima-se. E o apoio da família, tão fundamental para que a adolescente realizasse o sonho de virar médica, segue agora para a nova realidade da estudante: a mudança para Caicó será acompanhada pelo parentes.

Maria Fernanda sempre estudou em escolas públicas e, no último ano de preparação, recorreu a aulas gratuitas na internet e a correções online das redações para reforçar o aprendizado. Mas, para ela, o mais importante de tudo foi acreditar no próprio sonho e na capacidade de conquistá-lo, mesmo cercada de adversidades. “Todo mundo tem problema e se você pensar só nas dificuldades, não vai conseguir fazer nada. Se você se esforçar, for atrás das coisas que você quer, com certeza você vai conseguir tudo o que almeja na vida”, finalizou.

OP9-Sistema Opinião

Antonio Fernando resgata presença de Ouricuri na Alepe e reafirma compromisso com o Araripe

A histórica presença de Ouricuri na Assembleia Legislativa de Pernambuco foi o mote inicial do primeiro pronunciamento do mandato do Deputado Antonio Fernando (PSC) no plenário da Casa Joaquim Nabuco, na tarde desta terça-feira (05.02). O deputado fez um resgate do passado para lembrar a figura do Vigário Francisco Pedro da Silva, o primeiro representante de Ouricuri no Parlamento Pernambucano.

“O vigário – que vinha ao Recife, a mais de 600 quilômetros de distância, montado no lombo de burro – defendeu os interesses de nossa cidade e região durante cinco mandatos, em meados do século 19. Ele foi eleito pela primeira vez em 1854, ficando no parlamento até 1872. Depois, o vigário renovaria a representação para ficar deputado por mais dois mandatos, entre 1878 e 1884. Ressalte-se, também, que ele foi presidente da Assembleia durante o período em que ocupou cadeira no Parlamento, na 11ª Legislatura, na fase do Brasil Império”, destacou Antonio Fernando.

Outra figura histórica de Ouricuri e do Araripe lembrada pelo deputado Antonio Fernando foi o deputado Felipe Coelho, um recordista em número de mandatos na Assembleia Legislativa de Pernambuco, que acabou conhecido como o “Tigre do Araripe”.

“Ninguém pode deixar de reconhecer que Felipe Coelho foi um colosso na Assembleia Legislativa. Sua longevidade parlamentar é impressionante. Ele foi deputado por  onze mandatos consecutivos, tendo ocupado cadeira na Alepe durante 44 anos, entre 1951 e 1995. O deputado Felipe Coelho foi duas vezes presidente da Assembleia”, disse o deputado em seu pronunciamento.

Com a entrada no parlamento estadual, Antonio Fernando se tornou o quarto representante de Ouricuri na história da Alepe. O terceiro foi o ex-prefeito Gilvan Coriolano, que assumiu mandato, consecutivamente a Felipe Coelho, entre 1987 e 1991. “Essa foi uma época de ouro para Ouricuri, porque a cidade tinha ao mesmo tempo dois deputados na Assembleia Legislativa”, lembrou o deputado.

No pronunciamento de estreia, Antonio Fernando disse que seu mandato tem um caráter especial, porque significa a retomada da representação de Ouricuri no cenário político estadual, depois de um longo hiato: “Por quase vinte e cinco anos – um quarto de século! – ficamos sem um legítimo representante da nossa terra na Alepe. Agora é trabalhar com garra, e muito empenho, para recuperar o tempo perdido”, afirmou Antonio Fernando.

FRENTE PARLAMENTAR EM DEFESA DO CANAL DO SERTÃO

Disposto a resgatar, o mais breve possível, os bons tempos de Ouricuri e do Araripe na Assembleia Legislativa, Antonio Fernando partiu cedo. Ele já chegou à Alepe como vice-líder do seu partido, o PSC, e caminha firme para conseguir a instalação imediata da Frente Parlamentar em Defesa do Canal do Sertão e Recursos Hídricos para Pernambuco, da qual será o coordenador.  “Na mesma noite da posse eu já estava recolhendo as assinaturas necessárias para a instalação da Frente. Precisávamos de um mínimo de 17 assinaturas, mas conseguimos 35, mais do que o dobro do necessário. Acredito que fomos o primeiro deputado a protocolar um requerimento nesta legislatura da Alepe”, comemora Antonio Fernando.

O Canal do Sertão é uma obra hídrica estratégica não só para o Araripe, como também para o São Francisco e parte do Sertão Central, beneficiando um total de 17 municípios. O projeto vai trazer a água da barragem de Sobradinho para garantir a agricultura irrigada em Afrânio, Dormentes, Parnamirim, Ouricuri, Trindade, Santa Cruz, Araripina, Santa Filomena, Ipubi, Bodocó, Exu, Granito, Moreilândia, Cedro e Serrita, passando também por Petrolina. A expectativa é de geração de mais de 350 mil empregos diretos e indiretos.

“Só para dar uma ideia da importância econômica e social do Canal do Sertão, é preciso dizer que este projeto tem potencial para tornar Pernambuco autossuficiente na produção de uma boa parte dos alimentos da cesta básica, tais como feijão, farinha, carne, leite, etc., que hoje, infelizmente, são importados de outros Estados”, destaca Antonio Fernando . O deputado ressalta que a instalação da Frente Parlamentar em Defesa do Canal do Sertão e Recursos Hídricos para Pernambuco será “um instrumento fundamental para tornar essa obra hídrica uma realidade, porque poderemos envolver e contar com o apoio de órgãos e poderes estaduais e federais para a concretização deste objetivo”.

Assessoria de Imprensa/Foto: Reprodução

Roberta Arraes faz primeiro discurso do seu segundo mandato na Alepe

A deputada Roberta Arraes fez uso da tribuna da Assembleia Legislativa de Pernambuco, na tarde de hoje (05), para fazer seu primeiro discurso da 19º legislatura. A parlamentar que foi reeleita para o seu segundo mandato na Alepe, reafirmou seu compromisso com os pernambucanos, garantindo continuar dedicando todo seu trabalho para com as bandeiras de seu mandato como a interiorização do desenvolvimento; a segurança pública; o fortalecimento da saúde; a defesa dos direitos das mulheres e o apoio irrestrito às iniciativas voltadas aos setores mais vulneráveis da sociedade.

“Esse é o compromisso que assumo novamente, com muita responsabilidade e dedicação, mas também com serenidade, respeito e convicção daquilo que podemos fazer pelo o estado”, afirmou Roberta.

Ainda em suas palavras, a parlamentar reconheceu também o trabalho do governador Paulo Câmara. “Graças a sua capacidade de gestão e diálogo temos um estado que gera oportunidades, privilegiando a distribuição de renda e promovendo justiça social. As dificuldades ainda existem, mas trabalharemos arduamente para superá-las, levando desenvolvimento, educação e saúde para a nossa população”, disse.

Por fim, Roberta Arraes saudou os companheiros de parlamento, em nome do presidente da Casa, Eriberto Medeiros, dando as boas-vindas também aos novos parlamentares, e ressaltou como marco histórico, a presença feminina da mulher na mesa diretora. “Que tenhamos uma convivência harmônica e democrática que sempre pautou esta Casa Legislativa, na busca sempre pelo bem do povo Pernambuco”, finalizou.

Assessoria de imprensa/Foto: Reprodução

MPPE recomenda a ADAGRO fiscalizar abatedouros clandestinos no município de Araripina

Ministério Público de Araripina recomenda ao gerente da unidade regional da ADAGRO – Agência de Defesa e Fiscalização Agropecuária de Pernambuco, que exerça permanentemente, com observância do princípio da legalidade, constante fiscalização da comercialização e transporte de todos os produtos de origem animal, bem como dirigências para localizar e cessar atividades de abatedouro clandestinos de animais, situados na zona urbana ou rural do Município de Araripina, no prazo razoável de 30 (trinta) dias.

Na recomendação ele solicita ainda, que toda população denuncie a existência de abatedouro clandestinos à Vigilância Sanitária do Município de Araripina ou à ADAGRO, a fim de que sejam tomadas as providências necessárias para resgatar a saúde pública.

Também faz recomendações ao prefeito municipal de Araripina, à secretaria municipal de saúde e ao Coordenador da Vigilância Sanitária no município que, mormente diante do risco iminente para a saúde e a vida das pessoas: realizem fiscalização contínua e eficaz para prevenir e reprimir a comercialização de carnes sem a observância das normas sanitárias aplicáveis, nos termos da legislação; que, no prazo de 20 (vinte) dias úteis, encaminhem ao Ministério Público relatório circunstanciado a respeito de todas as providências adotadas ; sejam aplicadas as penalidades cabíveis aos infratores, tais como multa, apreensão e/ou inutilização do produto, interdição do estabelecimento etc, nos termos do art, 443 do Código Sanitário do Município de Araripina.

As recomendações foram feitas pelo promotor de Justiça de Araripina Bruno Miquelão Gottardi.

Os casos de abatedouros clandestinos acontecem, porque o matadouro público da cidade de Araripina já foi interditado três vezes, a última interdição foi em dezembro de 2015, desde lá continua fechado.

 

AF Newss/Foto: Reprodução

Pacientes de Ouricuri que fazem Hemodiálise em Araripina são abandonados antes de chegar em suas casas

Os irmãos José Iran Lopes de 30 anos e Derisvaldo Lopes de 36 anos, fazem tratamento com Hemodiálise na cidade de Araripina, como moram no interior de Ouricuri (Sítio Pradicó), tem enfrentado situação grave, eles contam que não aguentam mais, pois o carro que os levam para o tratamento tem deixados os pacientes na estrada. O paciente José Iran lamenta profundamente, disse que não aguenta ficar na estrada esperando carona porque sente-se muito mal, além disso, ele conta que outra pessoa que mora perto também está com o mesmo problema, para completar a viagem está indo para casa de carroça..

“Eu e meu irmão, ele não caminha quase nada mais, tem 24 anos que faz tratamento, na ida, a ambulância vai nos buscar, mas na volta a van não entra até em casa. Nós temos que ir pra casa, saímos de 4 horas da madrugada, não tem quem aguente, a gente vem cansado, passa 4 horas na máquina. A gente tem que esperar caronas, ou esperar que apareça o rapaz que vem do Crato- CE para dar carona, é muito difícil, viajar em cima de um carro ou de carroça num sol quente deste, a pessoa pode passar mal, agente já chega fraco e cansado”, lamenta José.

Geralmente pacientes que fazem hemodiálise, podem sentir efeitos colaterais após o procedimento como Dor de cabeça; Cãibras; Queda da pressão arterial; Reações alérgicas; Vômitos; Calafrios; Desequilíbrio dos eletrólitos do sangue; Convulsões.

Caso seja indicada a incapacidade, o paciente pode ter direito a benefícios, que segundo José Iran a prefeitura não paga há dois meses.

Cidinha Medrado/Foto: Ilustrativa

Indústria de Petrolina anuncia investimento de R$ 46,5 milhões

O grupo paulistano Covolan, que se tornou um dos cinco maiores produtores de tecido do Brasil, prevê investir mais R$ 46,5 milhões em Petrolina, este ano, de acordo com comunicado realizado na última quinta-feira, na última reunião do Conselho Estadual de Políticas Industrial, Comercial e de Serviços (Condic) referente a 2018, na sede da AD Diper, no Recife.

O aporte milionário será destinado a ampliação da São Francisco Têxtil, empresa pertencente ao grupo, sediada no Distrito Industrial, e cuja área construída atualmente ultrapassa os 20 mil m2. Durante a reunião, que destacou outros sete investimentos no interior do estado, foi também explicado que a ampliação da indústria de Petrolina vai gerar pelo menos 181 empregos diretos nos próximos meses.

Para o diretor da Unidade Regional Sertão do São Francisco da Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco, Albânio Nascimento, a notícia anima o empresariado e prenuncia um ano de boas perspectivas para a região. “Trata-se de um investimento relevante para nossa economia, tanto no aporte financeiro como na geração de empregos, além de ampliar mais ainda a confiança dos investidores em Petrolina”, concluiu.

A próxima reunião do Condic em 2019 deve acontecer no dia 23 de abril. No encontro da última quarta, o conselho aprovou 26 projetos – 14 deles industriais –, que devem criar 793 postos de trabalho em Pernambuco, com previsão de investimentos na ordem de R$ 146 milhões. Desse total, 13 municípios estão contemplados. Além de Petrolina, com os R$ 46,5 milhões, outra cidade destaque foi São Lourenço da Mata, onde será implantada uma fábrica da Metalurgia Mor S/A (R$34,7 milhões e 102 empregos).

Assessoria de Imprensa/Foto: Reprodução

Polícia frustra tentativa de assalto a agência bancária em Bodocó, PE

A polícia  frustrou uma tentativa de assalto na madrugada desta terça-feira (05), a uma agência do Bradesco no município de Bodocó, no Sertão de Pernambuco. O fato aconteceu por volta das  2h40, quando a central de monitoramento da agência informou que cerca de 20 homens suspeitos estavam cercando o prédio.

Segundo informações da Polícia Militar,  guarnições do 7º Batalhão (BPM) se dirigiram ao local e teriam sido surpreendidas a tiros pelos bandidos. A ação criminosa foi frustrada e nenhum policial ficou ferido.

Os bandidos teriam fugido em direção ao estado do Ceará. Uma viatura do Batalhão Especializado de Policiamento do Interior (Bepi), que se deslocava para o município, teve os pneus furados por ‘miguelitos’ (grampos metálicos) espalhados na rodovia. O policiamento da região faz diligências na tentativa de capturar o bando. A polícia cearense também foi acionada.

 

AF Newss/Carlos Britto/Foto:divulgação