‘É mais fácil boi voar de costas’, diz Ciro sobre apelo de FHC

O candidato à Presidência pelo PDT nas eleições 2018, Ciro Gomes voltou a ironizar nesta sexta-feira (21) o apelo feito nesta quinta-feira (20) pelo ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) que, em carta, pediu a união do centro político nas eleições de 2018. “É muito mais fácil um boi voar de costas. O FHC não percebe que ele já passou.

A minha sugestão para ele, que ele merece, é que troque aquele pijama de bolinhas que está meio estranho por um pijama de estrelinhas. Porque, na verdade, ele está preparando o voto no Fernando Haddad (PT), porque ele não tem respeito a nada e a ninguém, a não ser ao seu próprio ego”, afirmou Ciro em um ato de campanha realizado no Núcleo Bandeirante, região administrativa de Brasília. Ainda nesta sexta-feira, os presidenciáveis Guilherme Boulos (PSOL) e Marina Silva (Rede) também comentaram a carta do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. Boulos chamou FHC de “hipócrita” e disse que a ascensão de Jair Bolsonaro é responsabilidade do PSDB. Já Marina disse que os tucanos enfrentam as mesmas dificuldades do PT.

A carta do ex-presidente tucano foi um pedido feito pelo seu partido diante da polarização entre Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT) no primeiro turno da campanha presidencial. O candidato do PSDB, Geraldo Alckmin está estagnado nas pesquisas de intenção de voto e não tem conseguido deslanchar para poder brigar por um lugar no segundo turno.

Nesta madrugada, após o debate das emissoras católicas em Aparecida, Ciro já havia atacado FHC ao dizer que ele é “um dos responsáveis pela situação que nós vivemos”.

Ciro também voltou a criticar Bolsonaro ao afirmar que “só uma pessoa muito inocente, doida para ser enganada, acredita que o Bolsonaro vai dar 15 dias de atenção ao Paulo Guedes”, em referência ao economista da campanha do adversário. O candidato citou uma propaganda que era veiculada no interior do Ceará de um xarope que tinha como slogan: “só burro não toma Castaniodo”.

Guedes e Bolsonaro divergiram nesta semana depois de o primeiro propor a volta da CPMF, imposto sobre transações bancárias, e ser, logo em seguida, desautorizado pelo presidenciável.

“O governo Bolsonaro não acontecerá porque eu vou pedir a Deus que ilumine a minha palavra para proteger o Brasil desse salto no escuro”, disse.

Machismo

Em entrevista à imprensa, Ciro também rechaçou a pecha de machista, disse que as mulheres irão salvar o Brasil do fascismo, prometeu que vai fiscalizar e multar empresas que pagarem salários menores às suas empregadas em funções desempenhadas igualmente por homens e disse que irá aumentar a pena para o feminicídio.

“As mulheres brasileiras e os mais pobres vão salvar o nosso País do precipício, do fascismo, do militarismo extremista radical. As mulheres brasileiras têm direito que o país reconheça o seu momento e o país tem que garantir aquilo que já está na regra: mulher que faz o mesmo trabalho de homem tem que receber o mesmo salário de homem”, disse.

O candidato afirmou ainda que irá combater a violência contra a mulher e aproveitou o tema para criticar os boatos de que teria agredido a ex-mulher Patrícia Pilar. “É uma coisa extremamente vergonhosa”, disse. Nesta semana, a atriz e diretora gravou um vídeo divulgado em redes sociais para desmentir o rumor.

“Eu vou resolver isso, eu vou me vingar disso protegendo o povo brasileiro, especialmente as mulheres contra o nazifascismo que o senhor Bolsonaro representa”, completou..

JConline

Paulo Câmara é vaiado em ato de campanha de Haddad no Recife

O candidato à Presidência Fernando Haddad (PT) se reuniu com aliados e com a militância no Praça Maciel Pinheiro, Centro do Recife, neste sábado (22). Estiveram no evento Paulo Câmara (PSB), que concorre à reeleição para o Governo do Estado, Humberto Costa (PT), postulante ao Senado, João Campos, que disputa o cargo de Deputado Federal, e a vice da chapa petista, Manuela D’avila (PCdoB). No encontro, o atual governador de Pernambuco foi amplamente vaiado.

Além do coro negativo durante sua própria fala, Paulo Câmara foi vaiado ainda quando o ex-prefeito de São Paulo citou seu nome como parceiro essencial, caso seja eleito. Os nomes de João Campos e Renata Campos, ambos presentes no palanque, também desencadearam uma reação igualmente negativa ao serem citados.

Ao discursar, o governador voltou a se referir aos adversários como “a turma do Temer”. “A gente tem muita honra de ter aqui em Pernambuco o apoio do presidente Lula. A gente tem uma caminhada de 15 dias pra escolher o lado do povo, o lado de Eduardo Campos, o lado de Lula, de Fernando Haddad, e não o outro lado, da turma do Temer”, disse.

Agenda de Haddad

Segundo a programação divulgada pelo diretório estadual do PT, o candidato Fernando Haddad seguirá para Caruaru, no Agreste, às 16h, após a caminhada com aliados no Recife. No domingo, a partir das 9h, entre a fronteira de Petrolina, no Sertão Pernambucano, e Juazeiro, na Bahia, o presidenciável encerra sua agenda no Estado. De acordo com o presidente estadual do PT, Bruno Ribeiro, a ação representa a defesa do rio, da Chesf e do conjunto de prioridades das gestões de Lula e Dilma Rousseff..

A “Força” vai dar no pé em direção a Ciro

Diante da estagnação de Alckmin, dirigentes do Solidariedade e da Força Sindical vão propor a Paulinho da Força (SD-SP), mandatário do partido, que abandone o tucano e declare apoio a Ciro Gomes (PDT).

Com os evangélicos divididos entre ala que defende o apoio a Bolsonaro e outra que prega a isenção, aliados de Alckmin preparam cartilha para esses eleitores.

(Painel – FSP)

Aliados criticam Alckmin por viagem ao Nordeste

As pesquisas indicam que Alckmin dificilmente realizará em 2018 o sonho de chegar ao Planalto. Para complicar, os aliados suspeitam que a agenda de campanha do presidenciável tucano é feita por gente que está empenhada em assegurar a realização dos seus piores pesadelos.

Nesta sexta-feira, há duas semanas da eleição, Alckmin realizou uma incursão por Recife e Salvador. Os críticos sustentam que as viagens do tucano às regiões Nordeste e Norte tornaram-se uma nova modalidade de desperdício de tempo. A hipótese de o tucano colecionar votos na quantidade amazônica que necessita entre nordestinos e nortistas é negligenciável.

Sustenta-se que, na reta final da campanha, Alckmin deveria gastar o solado do seu sapato nas ruas do interior de São Paulo, onde sofre algo muito parecido com uma hemorragia de votos. No Estado que governou quatro vezes, informa o Datafolha, o tucano (16%) seria batido nas urnas por Bolsonaro (27%) se a eleição fosse hoje.

Com seu quintal político em chamas, Alckmin pretendia esticar a agenda de compromissos no Nordeste, visitando outros Estados. Foi desaconselhado. Na semana passada, já perdera tempo na região Norte, onde seu eleitorado cabe, por assim dizer, numa caixa de fósforos. Estivera em Rio Branco (AC). E planejava esticar até Manaus. Desistiu depois que o prefeito da capital amazonense, o tucano Arthur Virgílio, se negou a recebê-lo.

Um correligionário nordestino ensinou ao comitê de Alckmin: “Uma agenda bem feita pode eleger um derrotado. Mas uma agenda mal feita derrota até um eleito.” A lição foi momentaneamente compreendido. Neste sábado, Alckmin faz campanha em três municípios paulistas: Sorocaba, Piracicaba e Jundiaí.

Josias de Souza

Vem aí a “Carta aos Brasileiros” de Bolsonaro

A campanha de Jair Bolsonaro(PSL) já tem pronta uma versão de uma carta semelhante à “Carta aos Brasileiros” lançada pela campanha do ex-presidente Lula em 2002. O texto ainda não foi aprovado por Bolsonaro que ainda estuda se deve lançar a carta.

Escrita pelo general Augusto Heleno, que integra a campanha de Bolsonaro, a carta também é defendida pelo general Hamilton Mourão, candidato à vice na chapa.

O texto defende a pacificação do país com o resultado eleitoral e também faz um aceno ao mercado com ênfase na necessidade de se fazer um ajuste fiscal.

Com Bolsonaro hospitalizado, a estratégia da campanha é tentar ampliar votos nos segmentos onde o presidenciável ainda tem forte rejeição: o eleitorado feminino e a região Nordeste. Também haverá uma mobilização para conseguir os votos dos eleitores que ainda estão indecisos.

A expectativa na campanha é que, com a recuperação de Bolsonaro, ele possa produzir novos vídeos direcionados para esse público específico que tem resistência ao candidato do PSL.

Ao mesmo tempo, a ordem é capitalizar o apoio pulverizado pelo país. Como revelou o Blog, já há um movimento informal de deputados do “Centrão” que já fazem campanha para Bolsonaro.

Nesses últimos dias, a campanha de Bolsonaro começou a ser procurada por candidatos aos governos estaduais interessados em alianças para o segundo turno. São candidatos que no primeiro turno apoiam o tucano Geraldo Alckmin e o pedetista Ciro Gomes.

Outra determinação do próprio Bolsonaro é de que os integrantes da campanha evitem “casca de banana” em suas declarações.

Nas palavras de um aliado, é preciso evitar erros e falas polêmicas, como a do economista Paulo Guedes, que falou na recriação da CPMF. O núcleo duro da campanha está consciente de que é preciso ter cuidado nas falas públicas.

Gerson Camarotti – G1

Delator aponta caixa 2 para irmão de Ciro no Ceará

Em acordo de delação premiada com a Procuradoria-Geral da República (PGR) e homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), os executivos da empreiteira Galvão Engenharia relataram que Lúcio Gomes, irmão do candidato à presidência pelo PDT, Ciro Gomes, recebeu R$ 1,1 milhão em dinheiro vivo e captou R$ 5,5 milhões via doações eleitorais oficiais para o PSB em troca da liberação de pagamentos de obras no governo do Ceará durante a gestão de Cid Gomes (2007-2014), outro irmão do presidenciável.

O GLOBO teve acesso à delação de Jorge Henrique Marques Valença, ex-executivo da construtora, homologada em dezembro passado e mantida até hoje sob sigilo. Ele afirma que “havia uma sistemática por meio da qual se conectava a liberação de pagamentos devidos pelo estado do Ceará com financiamento de campanhas e doações oficiais e não-oficiais”.

Segundo Valença, Lúcio “orientava a empresa a procurar diretamente Ciro ou Cid para uma ‘conversa institucional’, na qual deveriam indicar a ordem dos recebimentos das pendencias que deveriam ser cobradas”, diz o delator. A construtora detinha alguns dos principais contratos da gestão cearense, como a Arena Castelão, Eixão das Águas e o Centro de Eventos da capital.

Valença afirma, no entanto, que nunca esteve com Ciro e que o presidenciável e o governador procuravam “dar uma aparência institucional ao serem abordados sobre pagamentos devidos pelo Estado do Ceará à empresa”. Procurado, Ciro Gomes negou a acusação e disse que processará o delator. Cid Gomes não quis se manifestar.

O delator frisou que Lúcio Gomes “fazia questão de sistematicamente verbalizar que não estava vinculando uma coisa com a outra, no entanto expressamente fazia pedidos de doação para as campanhas justamente no contexto de cobranças”. O delator afirma que tratava Lúcio por três pseudônimos nos e-mails da companhia: “LG”, “Tela” e “Tela plana”. Procurado, Lúcio Gomes também negou as acusações, embora reconheça que o partido recebeu doações legais da Galvão.

O caso mais emblemático citado na delação envolve uma negociação, em 2010, para o pagamento de um crédito de R$ 28 milhões relativos à construção do Eixão das Águas. O delator afirma ter sido recebido na casa de Lúcio Gomes, onde ouviu do irmão de Ciro o pedido de R$ 6,4 milhões em espécie para ser empregado nas eleições daquele ano. A empreiteira teria autorizado a negociação e recebeu ao longo do ano seguinte R$ 18 milhões do governo cearense — o saldo de R$ 10 milhões foi prometido para o ano seguinte, mas nunca teria sido pago.

Em função do pagamento apenas parcial, o delator afirma que repassou R$ 1,1 milhão em espécie para Lúcio Gomes. Jorge Valença anexou à delação uma planilha em que discrimina a entrega de seis parcelas entre R$ 150.000 e R$ 200.000, que teriam sido recebidas no apartamento do delator e no escritório da Galvão Engenharia em Fortaleza.

Para corroborar seus relatos, o ex-executivo entregou comprovantes bancários dos repasses oficiais, trocas de e-mails e planilhas internas com o controle da entrega de dinheiro em espécie.

Em um e-mail, de 16 de dezembro de 2010, a seus superiores na empreiteira, Valença avisa que já havia previsão para o pagamento ser feito e pede que os executivos da empreiteira procurem Cid e Ciro: “Já tem orçamento!!! Só falta ok do governador (Cid Gomes). Estou agindo, mas é importante a ajuda do Mário (Galvão, sócio da empresa e também delator) com o irmão mais velho (Ciro Gomes), que já está no Brasil”. Naquela semana de dezembro de 2010, a imprensa noticiou que Ciro Gomes estava em viagem à Europa e retornaria ao Brasil na quarta-feira 15. O e-mail foi enviado, portanto, no dia seguinte ao seu retorno.

CIRO E LÚCIO DESMENTEM

Procurado, Lúcio Gomes confirmou que conhece Jorge Valença e que esteve na empreiteira diversas vezes, mas negou que tenha negociado recursos. “Eu trabalhava na Oi, que vendeu para o consórcio da empreiteira, administrador da Arena Castelão, todo o sistema de bilhetagem, controle de vigilância e telões. Como eu era gerente de vendas, participei de reuniões, mas aí foi uma relação privada privada. Só estive na empresa nesse contexto”, disse Lúcio. Ele confirmou, no entanto, que a Galvão contribuiu legalmente para as campanhas de 2010 e 2012 do PSB no Ceará.

Ciro Gomes também negou as acusações: “Isso é uma completa mentira. Me causa grande constrangimento ver um jornal como O GLOBO, há poucos dias da eleição, reproduzir uma infâmia dessas em cima de uma história de 38 anos de vida pública sem nunca ter me envolvido em nenhum escândalo ou roubalheira. Quem quer que sustente essa calúnia, será por mim processado, como sempre fiz”.

Aguirre Talento e Bela Megale – O Globo

Homicídio e incêndio em caminhão são registrados em Petrolina

O corpo de um homem foi encontrado dentro de uma casa em construção no Loteamento Topázio, zona norte de Petrolina, na sexta-feira (21). De acordo com informações, a vítima – que estava sem documento de identificação – apresentava ferimentos supostamente provocados por disparos de arma de fogo. O corpo foi encaminhado ao Instituto de Medicina Legal (IML).

Ainda no dia de ontem, no bairro Cosme e Damião, também na zona norte de Petrolina, o 4º Grupamento do Corpo de Bombeiros combateu um incêndio em um caminhão que estava estacionado ao lado da BR-407. O Blog ligou para a corporação para tentar obter informações sobre as causas do incêndio, mas a equipe que estava de serviço ontem não foi localizada.

Blog do Carlos Britto

Pernambuco tem o maior saldo de geração de empregos do Nordeste em agosto de 2018, diz Caged

Pernambuco encerrou o mês de agosto de 2018 com um saldo positivo de 11.563 postos de trabalho, de acordo com o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados, índice divulgado nesta sexta-feira (21) pelo Ministério do Trabalho e Emprego. O resultado foi o melhor do Nordeste e o segundo maior do Brasil, já que o estado fica atrás apenas de São Paulo, que teve saldo positivo de 34.244 vagas.

Em Pernambuco, foram registrados 29.721 desligamentos de empregados e 41.284 admissões, o que resultou no saldo positivo verificado em agosto deste ano. Nesse mesmo mês, o Brasil fechou o mês com 110,4 mil empregos com carteira assinada, que é o melhor resultado para agosto nos últimos cinco anos.

No estado, a indústria de transformação foi responsável por mais da metade das vagas criadas em Pernambuco, totalizando 6.280 admissões. Em seguida, vêm a agropecuária, com 2.285 postos de trabalho criados, e o setor de serviços, que obteve saldo positivo de 1.659. O quarto lugar ficou com o comércio, que terminou o mês de agosto com 925 vagas criadas, e no quinto lugar está a construção civil, com 454 postos abertos.

O setor extrativa mineral quase não teve mudança, mas acabou com nove postos de trabalhos criados. A administração pública criou duas vagas. Os serviços industriais de utilidade pública foram os únicos a ter resultado negativo, com o fechamento de 51 vagas.

G1/Petrolina/Foto:Reprodução

Julio Lossio, candidato da Rede ao governo de PE, é expulso do partido

O candidato ao governo de Pernambuco Julio Lossio foi expulso da Rede na noite desta sexta-feira (21) por “infidelidade partidária”. A decisão ocorreu de forma unânime em uma reunião promovida pela Executiva Nacional, em Brasília. Na última pesquisa Datafolha, divulgada na quinta-feira (20), Lossio ocupa o terceiro lugar, com 3% das intenções de voto no estado.

Em entrevista ao G1, o porta-voz nacional da Rede, Pedro Ivo, explicou que a expulsão foi motivada pelo fato de Julio Lossio ter aceitado o apoio de grupos ligados ao candidato à presidência Jair Bolsonaro (PSL).

“Ele realizou um acordo com um candidato do PRP e divulgou material conjunto, o que foi a primeira infidelidade, já que esse partido não está na coligação com a Rede. Para piorar, ele autorizou a divulgação de material com Bolsonaro, com divulgação em carro e mídias sociais. Depois disso, ele fez um ato público e soltou uma nota com militantes, dizendo que houve um acordo por pautas comuns com o Coronel Meira [candidato a deputado estadual pelo PRP]. Não é uma coligação porque não foi aprovada em convenção”, disse Pedro Ivo.

Em nota publicada no site da Rede, o partido justifica a desfiliação de Julio Lossio como infidelidade partidária “de acordo com a Lei das Eleições (Lei 9.504/1997) e a Lei dos Partidos Políticos (Lei 9.096/95)” e afirma que Lossio “ainda viola os princípios e valores da Rede Sustentabilidade”.

Também no texto, a legenda afirma que “a decisão foi tomada após análise da defesa apresentada pelo político, que respondeu a processo ético disciplinar interno por realizar aliança não aprovada em Convenção Eleitoral com partido político adversário”. Na nota, o partido diz, ainda, que “pedirá, junto à Justiça Eleitoral, o cancelamento do registro de candidatura de Julio Lossio ao governo do estado de Pernambuco”.

Por meio de nota, a assessoria de Julio Lossio informou que o candidato ainda não havia sido notificado oficialmente sobre a desfiliação. “A legislação garante que um filiado a partido político somente pode ser expulso por processo disciplinar em sejam garantidos o contraditório, a ampla defesa e o devido processo legal”, traz o texto.

Ainda no documento, o candidato considera a expulsão uma “manifestação opressiva e antidemocrática”. “A campanha seguirá normalmente até a decisão da Justiça Eleitoral, quem efetivamente tem competência para dar a palavra final sobre o tema e deliberar sobre eventual pedido de cancelamento de registro de candidatura”, diz Lossio na nota.

O Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco informou que não vai se pronunciar sobre o caso.

Confira as notas na íntegra:

  • Rede:

A Executiva Nacional da REDE Sustentabilidade, deliberou, por unanimidade, nesta sexta-feira, dia 21, a expulsão do agora ex-filiado Julio Lossio.

A decisão foi tomada após análise da defesa apresentada pelo político, que respondeu a processo ético disciplinar interno por realizar aliança não aprovada em Convenção Eleitoral com partido político adversário. O ato praticado pelo ex-filiado é infidelidade partidária de acordo com a Lei das Eleições (Lei 9.504/1997) e a Lei dos Partidos Políticos (Lei 9.096/95), e ainda viola os princípios e valores da REDE Sustentabilidade.

Em decorrência da decisão de expulsão, a REDE Sustentabilidade pedirá, junto à Justiça Eleitoral, o cancelamento do registro de candidatura de Julio Lossio ao governo do estado de Pernambuco.

Comissão Executiva Nacional da REDE Sustentabilidade

  • Julio Lossio:

Apesar de ainda não ter sido notificado da decisão, em relação à publicação feita no site da REDE Sustentabilidade, venho esclarecer:

A legislação garante que um filiado a partido político somente pode ser expulso por processo disciplinar em sejam garantidos o contraditório, a ampla defesa e o devido processo legal.

Contudo, numa manifestação opressiva e antidemocrática, a REDE decidiu pela minha expulsão sumária, sem nenhum respeito a essas sagradas garantias constitucionais.

A campanha seguirá normalmente até a decisão da Justiça Eleitoral, quem efetivamente tem competência para dar a palavra final sobre o tema e deliberar sobre eventual pedido de cancelamento de registro de candidatura.

Confio no Poder Judiciário e tenho convicção de que esse ato arbitrário será revisto pelo Egrégio Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco.

Os partidos políticos não podem pregar a democracia da “porta pra fora” e funcionar com uma ditadura da “porta pra dentro”. A democracia intrapartidária exige respeito aos direitos fundamentais dos filiados, tal como previsto na nossa valorosa Constituição.

Julio Lossio

Candidato a Governador de Pernambuco

G1/Petrolina/Foto:Divulgação

Vereadores desviaram R$ 1 milhão com ‘funcionários fantasmas’ no Grande Recife, diz polícia

Chega a R$ 1 milhão o valor desviado com a contratação de “funcionários fantasmas” na Câmara Municipal do Cabo de Santo Agostinho, no Grande Recife. Os detalhes da Operação Ghost foram divulgados nesta quinta-feira (20) pela Polícia Civil. Na quarta-feira (19), cinco vereadores foram afastados por suspeita do crime de peculato, ou seja, desvio de dinheiro público.

A operação foi deflagrada pela Polícia Civil em conjunto com o Ministério Público de Pernambuco (MPPE). As investigações começaram em março de 2017, poucos meses após os vereadores assumirem a gestão do pleito de 2016.

Segundo a polícia, o dinheiro público era desviado através de um esquema que envolvia seis pessoas contratadas para cargos comissionados, que repassavam os salários para os vereadores e ficavam com uma parte do dinheiro, mesmo sem trabalhar efetivamente na Câmara Municipal.

Os vereadores investigados são Mário Anderson da Silva Barreto (PSB), também chamado de Anderson Bocão; Gessé Valério de Oliveira (PR); Amaro Honorato da Silva (PRP), conhecido como Amaro do Sindicato; Neemias José Silva (PV) e Ezequiel Manoel dos Santos (PT).

Na Câmara do Cabo de Santo Agostinho, há 17 vereadores. Três dos parlamentares afastados pela operação faziam parte da mesa diretora do Legislativo municipal. Anderson Bocão ocupava a presidência, Ezequiel exercia a função de primeiro vice-presidente da Câmara e Amaro era o 1º secretário.

Os comissionados são: José Cláudio da Silva, Gleibson José Campos da Silva, Josefa Severina de Santana, Rafael Faustino Ferreira, Isabelle Mirella Ribeiro e Nivaldo José Ferreira. Segundo a polícia, o esquema contava ainda com a participação de Iranildo Francisco de Lima, que atuava como “operador”, recolhendo os salários.

De acordo com a delegada Patrícia Domingos, da Delegacia de Polícia de Crimes Contra a Administração e Serviços Públicos (Decasp), os seis “funcionários fantasmas” foram vigiados por equipes da polícia, durante um período de tempo no qual ficou comprovado que eles não atuavam no Legislativo municipal.

“As investigações não foram concluídas, mas os indícios apontam que os vereadores ficavam com a maior parte dos salários e essas pessoas ‘emprestavam’ os nomes para a folha de pagamento. Escolhemos investigar comissionados de vários vereadores. As pessoas foram monitoradas durante alguns dias e confirmamos que elas não prestavam serviços à Câmara. Durante o expediente, elas podiam fazer trabalhos externos e alguns têm trabalhos fixos em empresas privadas”, disse a delegada.

Ainda segundo Patrícia Domingos, as pessoas investigadas sabiam que eram utilizadas como funcionários fantasmas no esquema de desvio. “Perguntamos a um dos comissionados o porquê de ele, que ganhava mais de R$ 9 mil na Câmara, precisava trabalhar como vendedor de colchões, com um salário de R$ 1.100. Ele disse que era para complementar a renda. Acreditamos que todos os comissionados sabiam que o nome deles era utilizado como ‘fantasmas’ na Câmara, porque todos, ao serem interrogados, confirmaram que trabalham no local”, complementou a delegada.

O promotor de Justiça Henrique Souto Maior informou que o Ministério Público recebia informações sobre a prática de peculato no município desde a gestão anterior às eleições de 2016, mas a operação se restringiu ao biênio que começou em 2017.

“Foi feito um pedido de bloqueios de bens e de perda dos bens obtidos ilicitamente para o ressarcimento dos valores desviados. No Portal da Transparência, os comissionados recebem, em média, R$ 9.700. Os cargos são variados e os salários também, desde assessores parlamentares, assessores especiais e chefe de gabinete. O valor estimado, contando desde janeiro de 2017 até agosto de 2018, é por volta de R$ 1 milhão, nessa gestão, mas ele pode ser maior”, afirmou o promotor.

As penas pelo crime de peculato variam entre dois e 12 anos de prisão. O G1 tenta contato com a defesa dos investigados.

Entenda o caso

Operação Ghost foi deflagrada na quarta-feira (19), na Câmara Municipal do Cabo de Santo Agostinho. Foram cumpridos 13 mandados de busca e apreensão, expedidos pela Comarca do Cabo. A ação contou com a atuação de 80 policiais, entre delegados, agentes e escrivães.

Os agentes da Polícia Civil estiveram na sede do Legislativo municipal e em residências dos vereadores e demais investigados. Todo o material coletado pela polícia foi encaminhado à sede do Departamento de Repressão aos Crimes Patrimoniais (Depatri), na Zona Oeste do Recife.

G1/ Foto: Robson Batista/TV Globo